A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público e tornou réus os quatro investigados pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos. A jovem morreu após ser arremessada da chamada Ponte do Esqueleto, entre os municípios de Limeira e Cordeirópolis, durante a prática de rope jump, sem estar presa à corda de segurança.
Os réus Maicon Fernandes Cintra, Luis Felipe Feliciano Egoroff e Vitor de Freitas Gonçalves responderão por homicídio com dolo eventual, quando a acusação entende que os envolvidos assumiram o risco de provocar a morte da vítima. O Ministério Público também atribuiu aos três as qualificadoras de motivo torpe e de uso de recurso que impossibilitou qualquer possibilidade de defesa por parte da jovem.
Além deles, Evelyne dos Santos Gonçalves, apontada pela investigação como CEO da empresa responsável pela atividade, também responderá pelo mesmo crime. No caso dela, a denúncia inclui omissão imprópria e fraude processual, porque, segundo a investigação, ela tentou eliminar provas importantes que poderiam auxiliar na apuração dos fatos.
Ao analisar o caso, a Justiça converteu a prisão temporária de Evelyne em prisão preventiva. Com isso, ela permanecerá presa em regime fechado enquanto o processo criminal segue em andamento.
Por outro lado, o Tribunal de Justiça determinou o arquivamento do processo em relação a Kauê Felipe Silva Silveira, Luís Gustavo de Oliveira, João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins. Conforme a investigação, não houve elementos suficientes para relacioná-los à morte de Maria Eduarda.
Defesa contesta acusação
Em nota, a defesa de Maicon Fernandes Cintra e Luis Felipe Feliciano Egoroff informou que discorda da denúncia apresentada pelo Ministério Público.
Segundo o advogado Rafael Gomes dos Santos, os denunciados não tiveram a intenção de matar a vítima nem assumiram o risco de provocar sua morte. A defesa afirmou ainda que buscará demonstrar, durante a instrução do processo, que a conduta dos acusados caracteriza crime culposo, sem a incidência das qualificadoras apontadas pelo Ministério Público.
Já os advogados de Vitor de Freitas Gonçalves informaram que ainda analisam a decisão judicial. Até a publicação desta reportagem, a defesa de Evelyne dos Santos Gonçalves não havia se manifestado.
Relembre o caso
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas morreu durante uma atividade de rope jump realizada na Ponte do Esqueleto, localizada entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo. Segundo as investigações, a jovem foi lançada da estrutura sem estar conectada ao equipamento de segurança, sofrendo uma queda fatal.
O caso ganhou grande repercussão nacional e levantou discussões sobre os protocolos de segurança adotados em esportes de aventura e a responsabilidade das empresas que promovem esse tipo de atividade.






