Urgente: Câmara de Divinópolis vota LDO, Projeto do Diviprev e entra em recesso logo em seguida

Na última sessão antes do recesso, vereadores devem apreciar projeto que orienta a elaboração da LOA de 2027 e proposta que reestrutura o Diviprev, tema que mobiliza servidores e pressiona o Legislativo

Publicado por: Geraldo Passos

A Câmara Municipal de Divinópolis realiza, nesta terça-feira (7), a 41ª Reunião Ordinária da 26ª Legislatura, com uma pauta de forte impacto político e administrativo para o município. Dois projetos de autoria do Poder Executivo estão aptos para apreciação e votação dos vereadores: a proposta que trata das diretrizes orçamentárias – LDO para a elaboração da Lei Orçamentária Anual de 2027 – LOA e o Projeto de Lei Complementar nº 008/2026, que reestrutura o Regime Próprio de Previdência Social dos Servidores Públicos Municipais, o Diviprev.

A sessão ganha ainda mais peso porque ocorre às vésperas do recesso parlamentar. Na prática, os vereadores devem deliberar sobre duas matérias consideradas estratégicas para a administração municipal antes da pausa nos trabalhos legislativos. De um lado, está a discussão orçamentária que orienta a elaboração da LOA do próximo exercício. De outro, está o projeto do Diviprev, que se tornou um dos temas mais sensíveis do ano em Divinópolis, com mobilização de servidores, debates técnicos, pressão sindical e forte repercussão política.

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Na tribuna livre, o cidadão Peter Araújo se inscreveu para falar sobre incentivo ao esporte. O tema antecede uma ordem do dia carregada de matérias relevantes e que pode definir os próximos passos tanto da gestão orçamentária quanto da previdência municipal.

O primeiro item da pauta é o Projeto de Lei EM nº 042/2026, de autoria do Poder Executivo, que dispõe sobre as diretrizes para elaboração da Lei Orçamentária Anual referente ao exercício de 2027. A proposta chega ao plenário com emendas aditivas apresentadas pelos vereadores Flávio Marra e Josafá Anderson.

A Lei Orçamentária Anual é uma das principais peças de planejamento da administração pública. É por meio dela que o município organiza receitas, despesas, prioridades, investimentos, custeio da máquina pública e execução de políticas públicas em áreas como saúde, educação, assistência social, obras, transporte, segurança, cultura e esporte.

Embora muitas vezes o debate orçamentário pareça técnico, seus efeitos são diretos na vida da população. A definição das diretrizes para a LOA indica como o Executivo pretende organizar o orçamento do próximo ano e quais áreas poderão receber maior atenção na execução financeira.

O segundo item da pauta é o Projeto de Lei Complementar EM nº 008/2026, que reestrutura o Regime Próprio de Previdência Social dos Servidores Públicos do Município de Divinópolis. A proposta, também de autoria do Poder Executivo, chega ao plenário acompanhada de uma série de emendas modificativas, além de emenda supressiva, pareceres da Comissão de Justiça, Legislação e Redação e mensagem modificativa ao texto original.

O projeto do Diviprev concentra o maior desgaste político da sessão. A proposta mexe diretamente com a previdência dos servidores municipais e vem sendo alvo de questionamentos, manifestações e cobranças por parte das categorias. Servidores defendem maior debate, transparência e alterações no texto, enquanto o Executivo sustenta que a reestruturação é necessária para enfrentar o impacto financeiro do regime previdenciário.

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Na pauta constam as emendas modificativas de números CM 025, 026, 027, 028, 029, 030, 031, 032, 033, 034, 035 e 036, além da Emenda Supressiva CM 031/2026. Também constam os pareceres nº 319 e 322/2026 da Comissão de Justiça, Legislação e Redação e mensagem modificativa ao projeto.

A quantidade de emendas demonstra que o texto original passou por movimentações políticas e tentativas de alteração antes de chegar ao plenário. Cada mudança pode interferir em pontos sensíveis da proposta, como regras de transição, estrutura do regime, impacto financeiro e direitos dos servidores.

A votação do projeto do Diviprev ocorre em meio a um ambiente de tensão entre Prefeitura, Câmara e funcionalismo. O tema ganhou força nas últimas semanas após a mobilização de servidores municipais contra a proposta. A principal cobrança das categorias tem sido a retirada ou revisão ampla do projeto, enquanto o Executivo tem defendido a manutenção da tramitação.

Com isso, a sessão desta terça-feira deve ser acompanhada de perto por servidores, sindicatos, vereadores, representantes do Executivo e pela população. O resultado da votação poderá indicar se o projeto avança, se será alterado de forma significativa ou se enfrentará novas resistências políticas.

O fato de a Câmara entrar em recesso logo após a votação aumenta a pressão sobre o plenário. Caso matérias de grande impacto sejam votadas antes da pausa legislativa, os desdobramentos políticos devem continuar mesmo sem sessões ordinárias, especialmente se houver reação das categorias ou necessidade de novos encaminhamentos administrativos.

Para o Executivo, a aprovação das matérias pode representar avanço em duas frentes importantes: planejamento orçamentário e reorganização previdenciária. Para os servidores, especialmente no caso do Diviprev, a votação representa um momento decisivo em uma disputa que envolve futuro funcional, aposentadoria, contribuição previdenciária e equilíbrio do regime próprio.

Já para os vereadores, a sessão se transforma em teste político. Cada voto deverá ser observado não apenas pelo governo, mas também pelo funcionalismo e pela população. Em temas dessa natureza, a posição de cada parlamentar tende a ter repercussão além do plenário.

A 41ª Reunião Ordinária, portanto, não será apenas mais uma sessão antes do recesso. Será uma reunião com potencial de marcar o semestre legislativo, tanto pela votação das diretrizes orçamentárias de 2027 quanto pela análise do projeto que reestrutura o Diviprev.

Em uma mesma tarde, a Câmara poderá definir caminhos para o orçamento municipal, enfrentar uma das pautas mais delicadas para os servidores e encerrar os trabalhos antes da pausa parlamentar. O recesso começa, mas os efeitos das decisões tomadas nesta terça-feira devem continuar ecoando em Divinópolis.

 

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