Um caso que chocou Minas Gerais ganhou novos desdobramentos nesta semana. A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu um homem e uma mulher suspeitos de provocar a morte do próprio filho recém-nascido após a administração de uma quantidade excessiva de medicamento calmante. Segundo as investigações, após constatarem a morte da criança, os dois teriam ocultado o cadáver, lançando o corpo em um rio na cidade de Ipatinga, no Vale do Aço.
Prisões ocorreram após contradições nos depoimentos
De acordo com a Polícia Civil, o casal foi localizado e preso ontem (3) em uma pousada na cidade de Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde estaria escondido.
As investigações tiveram início após os suspeitos apresentarem versões contraditórias sobre o paradeiro do bebê. As inconsistências levantaram suspeitas dos investigadores, que instauraram um inquérito para apurar o desaparecimento da criança.
Durante as diligências, a polícia reuniu elementos considerados suficientes para apontar a possível prática de um crime grave contra a vida. Com base nas provas obtidas ao longo da investigação, a corporação solicitou à Justiça a prisão preventiva dos envolvidos, medida que foi autorizada.
Casal confessou a morte do recém-nascido
Segundo a Polícia Civil, durante os interrogatórios e no decorrer da investigação, os dois suspeitos confessaram a morte do bebê.
Conforme os depoimentos prestados às autoridades, o caso ocorreu no fim de novembro de 2025, em Ipatinga.
Os investigados relataram que administraram ao recém-nascido uma quantidade excessiva de medicamento calmante com o objetivo de fazê-lo dormir. No entanto, após algum tempo, perceberam que a criança não apresentava mais sinais vitais.
Ainda de acordo com a versão apresentada pelo casal, ao constatarem a morte do bebê, decidiram ocultar o corpo para evitar que o caso fosse descoberto.
Corpo teria sido jogado em rio
A investigação aponta que o cadáver do recém-nascido foi lançado em um rio localizado em Ipatinga.
A vítima foi identificada como um menino recém-nascido, mas, até o momento, os restos mortais da criança ainda não foram localizados pelas autoridades.
A Polícia Civil informou que os trabalhos continuam com o objetivo de encontrar o corpo, esclarecer todos os detalhes do ocorrido e verificar se outras pessoas tiveram participação direta ou indireta no crime.
Investigações seguem em andamento
Mesmo com a confissão dos suspeitos, a Polícia Civil ressalta que o caso ainda está em fase de apuração.
Os investigadores buscam reunir novos elementos que possam esclarecer as circunstâncias exatas da morte da criança, confirmar a dinâmica dos fatos relatados pelos envolvidos e fortalecer a responsabilização criminal dos suspeitos.
O inquérito também deverá apontar se houve outros crimes relacionados ao caso, além da morte do recém-nascido e da ocultação de cadáver.
Polícia busca localizar restos mortais da vítima
Um dos principais desafios da investigação agora é localizar os restos mortais do bebê.
Equipes da Polícia Civil trabalham para identificar o local exato onde o corpo teria sido descartado e dar uma resposta à investigação, além de possibilitar a realização de exames periciais que possam contribuir para a conclusão do caso.






