Os bastidores da sucessão mineira estão fervendo, segundo uma fonte ouvida pelo Divinews do entorno do senador Cleitinho Azevedo, boa parte do que vem circulando sobre o futuro político do parlamentar não passa de ilação. A versão repassada ao portal é direta: não houve pedido de Jair Bolsonaro para que o senador saia da disputa pelo Governo de Minas, não existe reunião agendada com o ex-presidente para tratar desse tema e muito menos conversa fechada com Flávio Bolsonaro nesse sentido.
A negativa surge no momento em que reportagens e movimentações de bastidor passaram a tratar como possível uma intervenção de Bolsonaro para afastar Cleitinho da corrida mineira. Nos últimos dias, textos publicados na imprensa relataram que aliados do ex-presidente cogitavam tentar demover o senador da candidatura.
Ao Divinews, a fonte ligada ao senador disse que essa narrativa não procede e classificou como falsas as histórias que vêm sendo espalhadas sobre o tema. Segundo esse interlocutor, “infelizmente é assim, todo dia criam uma historinha”, e muitas dessas versões seriam lançadas ao debate político por grupos interessados em enfraquecer a permanência de Cleitinho no tabuleiro mineiro.
Outra especulação que entrou na mira da fonte foi a tese de que Vittorio Medioli seria o nome do PL para o Governo de Minas, com Cleitinho na vice. A avaliação transmitida ao Divinews foi de que essa hipótese é “ridícula” e não encontra amparo nas conversas reais que cercam o senador. O assunto ganhou corpo em perfis e publicações políticas depois de reportagens apontarem que o PL avaliava nomes como Vittorio Medioli e Flávio Roscoe para a disputa estadual.
O ponto mais importante da fala reservada é que, segundo a fonte, nada está fechado. Nem desistência, nem vice, nem composição final. A informação repassada é de que Cleitinho seguirá como pré-candidato ao Governo de Minas e que a batida final do martelo só deve ocorrer em junho.
Essa versão encontra eco parcial no que já saiu publicamente sobre o calendário político do senador. Em abril, reportagens informaram que Cleitinho ainda mantinha em aberto a decisão sobre entrar ou não na disputa, apesar da tendência apontada por interlocutores de que ele atenderia ao “chamado” das pesquisas.
O recado do entorno é claro: enquanto os outros testam versões, Cleitinho prefere manter a decisão em banho-maria e deixar que os rumores se desgastem sozinhos.
O pano de fundo dessa guerra de versões ajuda a explicar o peso da disputa. A pesquisa Genial/Quaest divulgada no fim de abril mostrou o senador liderando todos os cenários em que aparece na corrida pelo Palácio Tiradentes. No cenário mais amplo, Cleitinho marcou 30%, bem à frente de Alexandre Kalil, com 14%, e Rodrigo Pacheco, com 8%. Em outros cenários, ele chegou a 35% e 37%.
É justamente esse desempenho que torna cada boato politicamente valioso para adversários e grupos de interesse. Quem lidera passa a ser alvo natural de pressão, especulação, tentativas de isolamento e histórias de bastidor plantadas para testar reação pública. Na política mineira, isso não é novidade. Mas, quando um nome cresce sem depender exclusivamente dos caciques tradicionais, a guerra de narrativas tende a ficar ainda mais agressiva.
A fonte ouvida pelo Divinews insistiu que também não há definição sobre eventual nome para vice. Portanto, qualquer versão apresentada como arranjo consolidado estaria, neste momento, adiantando uma fotografia que simplesmente não existe. O quadro, segundo esse relato, continua em aberto.
Nos bastidores, o PL realmente debate cenários para Minas e avalia alternativas próprias para o governo estadual, o que ajuda a alimentar as especulações. Ao mesmo tempo, há setores que preferem composição com Cleitinho, enquanto outros tentam construir candidaturas próprias ou saídas alternativas.
O resultado é um ambiente propício para notícias lançadas ao mercado político na tentativa de “ver se cola”. Algumas nascem em veículos, outras em perfis de rede social, outras em correntes de bastidor. Mas, segundo a versão levada ao Divinews, nenhuma delas, até aqui, alterou o ponto central: Cleitinho continua em pré-campanha, sem decisão final anunciada, e com definição prometida apenas para junho.
“Cleitinho não está preocupado com o que se decide lá em cima do topo de piramide eleitoral, está é trabalhando muito é na base, junto com os eleitores. E isso tem incomodado os caciques. Ele é independente no Senado, hora vota contra o governo Lula, hora vota favorável. Sua causa não é ideológica, é o que for melhor para o povo”, disse a fonte do seu entorno político.
Em síntese, em ano eleitoral, rumor costuma correr mais rápido que decisão. Mas, neste caso, o entorno do senador garante que o enredo ainda não saiu da fase das ilações.






