A quinta-feira (23) está sendo marcada por uma verdadeira “dança das cadeiras” jurídica envolvendo os alvos da Operação Narcofluxo. Em uma movimentação que expõe o conflito de entendimentos entre a Polícia Federal e as cortes superiores, a PF protocolou um novo pedido de prisão preventiva para figuras como MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e Raphael Sousa de Oliveira (proprietário da página Choquei).
O pedido de “re-prisão” acontece em um intervalo curtíssimo de tempo: logo após a Justiça Federal emitir os alvarás de soltura para os 33 detidos na operação. Os investigados estavam sob custódia desde o último dia 15 de abril.
A liberdade temporária foi garantida na manhã de hoje, quando o Superior Tribunal de Justiça (STJ) aceitou um pedido de habeas corpus impetrado pelas defesas. O argumento central aceito pelos ministros foi uma falha técnica no prazo inicial das prisões temporárias. Para o STJ, a manutenção dos detidos naquelas condições configurava constrangimento ilegal.
O contra-ataque: O novo “prende”
Inconformada com a soltura em massa, a Polícia Federal agiu rapidamente. No novo requerimento enviado à Justiça Federal, a corporação solicita a prisão preventiva por 30 dias. A PF sustenta que a liberdade dos influenciadores e artistas pode comprometer a colheita de provas e a continuidade das investigações sobre o fluxo de capitais e logística do grupo.
A Operação Narcofluxo investiga uma complexa rede de lavagem de dinheiro e apoio logístico. Entre os nomes que vivem o impasse de “prende e solta” estão:
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MC Ryan SP e MC Poze do Rodo: Gigantes do funk e trap nacional.
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Raphael Sousa (Choquei): Empresário do setor de entretenimento digital.
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Outros influenciadores: Que somam milhões de seguidores e teriam participação na movimentação financeira do grupo.
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Dessa maneira, o cenário atual é de total incerteza. Até o momento, a Justiça Federal ainda não decidiu se acata o novo pedido da PF ou se mantém a decisão de liberdade vinda de Brasília. Sem dúvida, o desfecho deste embate jurídico será o assunto principal das próximas horas nos tribunais e nas redes sociais.






