O influenciador Raphael Sousa Oliveira, de 31 anos, fundador e proprietário da página “Choquei”, foi preso nesta quarta-feira (15) durante uma operação da Polícia Federal que investiga um esquema de lavagem de dinheiro e transações ilegais que podem ultrapassar R$ 1,6 bilhão. A ação tem como alvo uma organização criminosa suspeita de movimentações financeiras ilícitas em larga escala.
Além de Raphael, também foram presos os cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo. Até o momento, não há detalhes oficiais sobre o grau de envolvimento de cada investigado no esquema.
Raphael é responsável por uma das maiores páginas de entretenimento do país. A “Choquei”, voltada à cobertura de celebridades e bastidores da televisão, acumula mais de 27 milhões de seguidores no Instagram. Em seu perfil pessoal, onde reúne cerca de 1,4 milhão de seguidores, ele costuma compartilhar viagens internacionais, rotina de trabalho e momentos de lazer ao lado de amigos.
De acordo com dados da Receita Federal, o influenciador é sócio-administrador de duas empresas ligadas à página, ambas sediadas em Goiânia. A primeira foi aberta em 2019, enquanto a segunda iniciou suas atividades em 2021, ampliando a atuação no mercado de publicidade digital.
Defesa nega envolvimento
Em nota enviada à imprensa, a defesa de Raphael afirmou que o vínculo do influenciador com o caso se limita à prestação de serviços publicitários.
Segundo o advogado Pedro Paulo de Medeiros, os valores recebidos por Raphael são provenientes de contratos legítimos de publicidade e marketing digital.
“A defesa esclarece que seu vínculo com os fatos investigados decorre exclusivamente da prestação de serviços publicitários por meio de sua empresa, responsável pela comercialização de espaço de divulgação digital”, diz o comunicado.
O texto também afirma que o influenciador não participa de organização criminosa e nunca atuou além da veiculação de campanhas contratadas.
A defesa informou ainda que está adotando as medidas legais cabíveis e que pretende comprovar que todas as atividades de Raphael ocorreram dentro da legalidade.
Investigação segue em andamento
A Polícia Federal ainda não detalhou publicamente como os investigados se conectam ao esquema financeiro sob apuração. O caso segue sob investigação, e novas informações devem ser divulgadas conforme o avanço das diligências.






