Logo após a 16ª sessão ordinária da Assembleia Legislativa de Minas Gerais – ALMG, presidida por Tadeu Leite, a deputada Lohanna França recebeu a reportagem do Divinews em seu gabinete, depois de também ocupar lugar de destaque no plenário ao atuar como secretária da Mesa e fazer a leitura do expediente da Casa. Sem recorrer a meias palavras, a parlamentar abordou a corrida eleitoral de 2026, criticou duramente Mateus Simões, por sua ácida fala contra o senador Rodrigo Pacheco. Fato é que, a parlamentar atacou o campo da direita em Minas e ainda reafirmou sua pré-candidatura a deputada federal. Porém, disse também que, no momento está empenhada com o seu mandato em Minas, nas entregas que ainda precisa fazer.
O trecho mais explosivo da entrevista surgiu quando Lohanna comentou a fala de Mateus Simões sobre Rodrigo Pacheco. Ao reagir, ela disse que a crítica do senador sobre o atraso das obras dos hospitais regionais é justa. Segundo a deputada, o Hospital Regional de Divinópolis, assim como outras unidades, sofreu atraso real e o governo Zema passou anos sem avanço efetivo nas obras.

A crítica foi além da obra física. Lohanna sustentou que quem governa com recursos originados de uma tragédia dessa dimensão deveria agir com mais humildade. O alvo foi claro. A deputada associou a postura do grupo político ligado a Romeu Zema a um discurso agressivo e, ao mesmo tempo, distante da realidade de quem esperou anos por estruturas como os hospitais regionais.
No campo eleitoral, Lohanna confirmou novamente que é pré-candidata a deputada federal. Mesmo assim, evitou transformar o momento em lançamento formal de campanha. Disse que ainda está no meio do mandato, com foco em entregas, obras, emendas, projetos e fiscalizações. Ao mesmo tempo, aproveitou para alfinetar quem, segundo ela, já estaria em ritmo eleitoral permanente enquanto ainda recebe salário para exercer mandato.
Esse trecho também teve recado político. Sem citar nomes nesse ponto, a deputada afirmou ver com preocupação parlamentares que deveriam estar no plenário, votando e fiscalizando, mas estariam vivendo campanha “24 horas por dia”. A fala funciona como crítica direta ao ambiente pré-eleitoral que já domina parte da política mineira, mesmo antes do calendário oficial esquentar de vez.
Quando o assunto passou para a disputa pelo Governo de Minas, Lohanna endureceu de novo. Ao comentar o cenário da direita, com nomes como Mateus Simões, Cleitinho e outros atores orbitando a sucessão estadual, ela disse enxergar um campo fragmentado, marcado por briga, confusão, desrespeito e disputa de poder. Na avaliação da parlamentar, falta projeto concreto para Minas e sobra conflito pessoal entre os grupos.
A deputada ainda ampliou a crítica ao relacionar esse comportamento à política nacional. Segundo ela, a direita e a extrema direita mineiras estariam apenas reproduzindo o mesmo padrão de confronto observado entre lideranças bolsonaristas em Brasília. Na prática, o argumento de Lohanna é que o eleitor mineiro estaria diante de candidaturas mais preocupadas com ambição pessoal do que com soluções reais para o Estado.
Ao encerrar a análise, Lohanna tentou marcar contraste entre campos políticos. Disse que, enquanto adversários se concentram em ataques e projetos individuais, seu lado estaria discutindo saídas para temas como questão fiscal, rodovias e outras demandas estruturais de Minas. Assim, a entrevista terminou com um recado nítido: a deputada quer se apresentar como voz de enfrentamento, mas também como nome já posicionado na disputa maior que se aproxima.
A conversa no gabinete, portanto, não ficou restrita ao protocolo pós-sessão. Depois de participar ativamente dos trabalhos legislativos no plenário com a leitura do expediente, Lohanna usou a entrevista para entrar de vez no debate sobre sucessão, confronto ideológico e responsabilidades do governo estadual. E fez isso com frases que, politicamente, dificilmente passarão despercebidas.






