Últimos Foragidos do Estupro Coletivo em Copacabana de Entregam Polícia

Bruno Allegretti e Vitor Hugo Simonin se apresentaram nesta quarta-feira (4); defesa do filho do ex-subsecretário critica a condução do caso pela polícia.

Publicado por: Gabryel Dias

O caso de estupro coletivo que chocou o Rio de Janeiro teve um desfecho em sua fase de buscas nesta quarta-feira. Certamente, os dois últimos foragidos se apresentaram às autoridades, encerrando o período de fuga do grupo. Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos, entregou-se no início da tarde na delegacia de Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Dessa forma, ele agora será encaminhado ao presídio de Benfica, na Zona Norte da capital. Lá, passará por audiência de custódia para que a Justiça valide a manutenção de sua prisão preventiva.

Filho de Ex-Subsecretário Opta pelo Silêncio

De fato, a aparição mais aguardada do dia foi a de Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos. Ele é filho de José Carlos Simonin, ex-subsecretário de Direitos Humanos, que acabou exonerado do cargo devido à gravidade do caso. Contudo, ao chegar à delegacia, Vitor optou por não falar com a imprensa. Dessa maneira, sua estratégia de defesa ficou restrita às declarações de seu advogado. Inclusive, os outros dois réus, João Gabriel Bertho e Mattheus Martins, já se encontram no sistema prisional desde o início da semana.

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Defesa alega falta de Direito de Resposta

Primordialmente, a defesa de Vitor Hugo contesta a forma como a investigação foi conduzida. Segundo o advogado do jovem, a acusação é precipitada e o suspeito não teve o direito de ser ouvido antes do decreto de prisão. Portanto, a defesa afirma que Vitor está sendo “execrado” e julgado sem que a presunção de inocência fosse respeitada pela autoridade policial. Apesar disso, a Polícia Civil sustenta que as provas colhidas até o momento, incluindo laudos e imagens, foram suficientes para fundamentar o pedido de prisão aceito pela Justiça.

Situação do Menor Envolvido no Caso

Além disso, as investigações continuam em relação ao adolescente de 17 anos que levou a vítima ao apartamento. Embora ele seja peça-chave no inquérito, até o momento não existe um pedido de apreensão expedido pela Justiça contra ele. Por conseguinte, o menor segue sendo investigado em um processo desmembrado, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Em suma, com todos os maiores de idade presos, o foco da polícia agora se volta para a conclusão dos laudos de DNA e a instrução do processo judicial.

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