Repercussão de estupro coletivo em Copacabana provoca queda de subsecretário de Direitos Humanos no Rio

Secretaria de Desenvolvimento Social afasta número dois da pasta para garantir "integridade institucional"; cinco envolvidos já possuem mandados de prisão.

Publicado por: Cassia Misael

O caso do estupro coletivo ocorrido no bairro de Copacabana ganhou um novo e explosivo capítulo político nesta terça-feira (03/03). A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do Rio de Janeiro anunciou a exoneração imediata do subsecretário José Carlos Simonin. A medida ocorreu logo após a divulgação de que o filho do agora ex-integrante do governo é um dos principais investigados pelo crime brutal. De acordo com a pasta, a decisão busca resguardar a integridade das instituições e assegurar que os fatos noticiados recebam uma condução responsável e isenta por parte das autoridades competentes.

Nota oficial e apoio à vítima

A secretária Rosangela Gomes manifestou, por meio de nota, sua “profunda indignação e tristeza” diante da violência sofrida pela vítima. Nesse sentido, o governo estadual mobilizou a Secretaria da Mulher para oferecer todo o suporte psicológico e jurídico necessário à jovem agredida. Dessa maneira, a gestão busca dissociar a imagem da administração pública da conduta pessoal do familiar de seu ex-colaborador. Segundo a administração fluminense, o repúdio ao ato de extrema violência é veemente e absoluto, não havendo espaço para leniência com crimes desta natureza.

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Identificação e caça aos foragidos

Enquanto o campo político lida com as demissões, a Polícia Civil do Rio de Janeiro avançou rapidamente nas investigações e já identificou cinco envolvidos no ataque. O grupo é composto por quatro maiores de idade e um adolescente. Dessa forma, a Justiça decretou a prisão de todos os suspeitos, que no momento permanecem foragidos. Vale ressaltar que as diligências continuam em ritmo acelerado em diversos pontos da capital para capturar os agressores e colher novos depoimentos que possam robustecer o inquérito.

Condução dos fatos e integridade pública

Embora a exoneração do subsecretário tenha ocorrido prontamente, o caso levanta debates sobre a vigilância ética dentro dos quadros governamentais. Consequentemente, a pressão popular e da imprensa foi determinante para a rapidez da resposta institucional. Afinal, um crime ocorrido dentro da pasta de Direitos Humanos, ainda que por um familiar de um gestor, exigia uma postura de afastamento radical para evitar suspeitas de interferência. Por fim, o Divinews seguirá acompanhando os desdobramentos desta crise e a busca pelos criminosos.

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