O senador Cleitinho Azevedo voltou ao centro de uma controvérsia política após publicar, em suas redes sociais, um vídeo que utilizava imagem produzida por IA, intencionalmente, ou não, associando o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ao presidente venezuelano Nicolás Maduro.
Não ficou claro se o parlamentar agiu de forma proposital ou se simplesmente não percebeu que o conteúdo utilizado não correspondia à realidade. O fato, no entanto, é que a publicação provocou forte reação negativa, especialmente pelo risco de induzir o público ao erro em um ambiente já saturado de desinformação.
No vídeo, supostos integrantes do MST aparecem fazendo uma declaração extrema, com tom de ameaça internacional. A fala diz:
“Estamos prontos para cruzar qualquer fronteira para defender quem luta pelo povo. Se for preciso, vamos até os Estados Unidos para libertar nosso companheiro Maduro, porque ninguém prende a esperança de um povo.”
O conteúdo, posteriormente identificado como criação de IA, foi utilizado por Cleitinho em uma publicação nas redes sociais. Ao comentar o vídeo, o senador convocou seus seguidores a compartilharem o material, sugerindo ironicamente uma mobilização nacional. Em sua fala, afirmou:
“População brasileira, peço que vocês batem regra de compartilhamento para a gente fazer esse vídeo chegar em todo o povo brasileiro, para a gente começar a fazer uma vaquinha, uma campanha em todo o Brasil para que o MST possa ir para a Casa Branca.”
Na sequência, Cleitinho continuou em tom sarcástico, afirmando que os integrantes do movimento poderiam ir aos Estados Unidos gritar “Maduro livre” e até tentar invadir a Casa Branca, sugerindo que talvez “ficassem por lá”.
A publicação provocou reação imediata. Em outro vídeo, uma mulher fez críticas extremamente duras e indignadas ao senador, acusando-o de desonestidade intelectual, irresponsabilidade política e disseminação consciente de desinformação.
Ela iniciou sua fala comparando o bolsonarismo a uma praga bíblica e afirmou: “Não existe a menor condição de nós estarmos no século XXI, em 2026, e vivenciarmos pessoas tão desonestas e descompromissadas com a informação.”
Na sequência, acusou Cleitinho de explorar a falta de discernimento de parte do público: “Eles contam que a falha cognitiva do gado é tanta que não conseguem sequer perceber um vídeo feito por inteligência artificial.”
A crítica se intensificou ao apontar o cargo ocupado pelo senador e o salário pago com recursos públicos: “Desonesto este mau caráter cujo nós pagamos um salário de 46 mil reais, que publicou esse vídeo com o intuito de associar o MST a uma possível invasão à Casa Branca.”
Segundo a crítica, o senador teria omitido deliberadamente o fato de que o vídeo era artificial, induzindo seguidores ao erro e alimentando uma narrativa falsa. Ela também questionou a atuação da equipe do parlamentar: “Isso não passou pelo crivo da assessoria? Essas pessoas não conseguem pesquisar se o vídeo foi feito por inteligência artificial?”
Em tom ainda mais contundente, a mulher defendeu a responsabilização legal do senador e a regulamentação das redes sociais, afirmando que o uso de IA para espalhar desinformação representa um risco real à democracia: “Ele deveria ser criminalizado. As pessoas precisam ser responsabilizadas pelas coisas que postam.”
Ao final, a crítica fez um apelo direto ao eleitorado: “É necessário pensar em quem vamos dar nossos votos. A gente paga 46 mil reais para alguém que não sabe diferenciar um vídeo feito por inteligência artificial.”
O episódio reacende o debate sobre fake news, inteligência artificial e responsabilidade de agentes públicos, especialmente em um ano pré-eleitoral. A polêmica também levanta questionamentos sobre os limites da liberdade de expressão, o papel das assessorias parlamentares e a urgência de regras claras para o uso de tecnologias capazes de manipular imagens, falas e narrativas políticas.







É vergonho ver as atitudes desse político que mais está para bobo da corte.