A deputada estadual Lohanna França fez duras críticas ao deputado federal Nikolas Ferreira após a divulgação de uma montagem publicada pelo parlamentar, na qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece no lugar do líder venezuelano Nicolás Maduro, além de ele ter feito um vídeo, em que pede que Maduro “dedure” Lula para ter festa também no Brasil. Para Lohanna, o gesto ultrapassa o campo da crítica política e entra em um terreno perigoso de defesa indireta de ruptura institucional.
Segundo a parlamentar, qualquer deputado tem o direito de se posicionar como oposição e de criticar um governo em qualquer horário ou contexto. O limite, no entanto, surge quando a crítica passa a legitimar intervenções externas ou ataques à soberania nacional, especialmente quando parte de alguém que ocupa um mandato federal.
Lohanna destacou que a publicação não pode ser tratada como simples meme ou brincadeira. Para ela, o conteúdo carrega uma mensagem simbólica grave, pois associa o presidente brasileiro, eleito democraticamente em 2022, a um cenário que remete à intervenção estrangeira em outro país. A deputada lembrou que foi essa mesma eleição que também consagrou Nikolas Ferreira como o deputado federal mais votado do Brasil, resultado que ele aceita sem questionamentos.
Em sua fala, Lohanna propôs uma reflexão comparativa. Recordou o período em que o então presidente Jair Bolsonaro atacava publicamente a China, principal parceiro comercial do Brasil, ignorando o peso diplomático, econômico e militar do país asiático. A deputada questionou o que teria acontecido caso a China decidisse intervir politicamente no Brasil naquele momento, destacando que a capacidade de interferência existiria, mas que a democracia não funciona pela lógica da força.
Para a parlamentar, a estabilidade democrática depende justamente de mecanismos que equilibram relações internacionais, como tratados, organismos multilaterais e o respeito ao direito internacional. Esses instrumentos existem para impedir que países mais fortes imponham sua vontade sobre outros.
Lohanna alertou que, ao naturalizar a ideia de intervenção em outros países, e até no próprio Brasil, abre-se espaço para a chamada “lei do mais forte”. E, nesse cenário, o Brasil estaria em posição vulnerável. Segundo ela, o país possui recursos estratégicos que despertam interesse internacional, como petróleo, minerais raros, água e a Amazônia.
Na avaliação da deputada, quando um parlamentar brasileiro defende ou relativiza a interferência na soberania nacional, isso não pode ser classificado como exercício legítimo da liberdade de expressão. Para Lohanna, trata-se de uma atitude profundamente irresponsável, que coloca em risco o próprio povo que o elegeu e fragiliza os pilares democráticos do país.







Nos tb queremos a intervenção no Brasil. kkkkkkk