Vitor Costa destaca urgência no enfrentamento à violência em ato Mulheres Vivas realizado em Divinópolis

Ação reuniu movimentos sociais, relatos emocionantes e performances artísticas no Bairro Planalto; cidade registra aumento de 15% nos casos de violência contra mulheres

Publicado por: Cassia Misael

A mobilização nacional Mulheres Vivas tomou conta da Praça do Bairro Planalto na manhã deste domingo (7/) e reuniu uma multidão em Divinópolis. A blitz de conscientização, organizada pelo mandato do vereador Vitor Costa, atraiu mulheres, famílias e representantes de diversos movimentos sociais, que ocuparam completamente o espaço público.

A ação integrou a agenda nacional de protestos contra o feminicídio, o machismo e os ataques aos direitos das mulheres. O evento uniu movimentos como Mulheres do PT, Semear, Rebele-se, UP, FITEE, Movimento Olga Benario, PCdoB, SINPRO, Correnteza, CTB, SIMTEMMD e PV Mulher, além de coletivos independentes e lideranças comunitárias.

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Sapatos no chão como denúncia

Um dos momentos mais simbólicos ocorreu quando participantes tiraram os próprios sapatos, gesto que representou as mulheres que tiveram suas vidas interrompidas pela violência. A cena gerou forte comoção e reforçou o caráter político da mobilização, que exibiu dezenas de cartazes com mensagens de luta, acolhimento e resistência.

Relatos que emocionaram a praça

Várias mulheres compartilharam histórias reais de agressão, superação e retomada da autonomia. Os depoimentos emocionaram o público e evidenciaram a urgência de ampliar políticas públicas de proteção.

Uma apresentação artística encerrou a mobilização com expressões de dor, resistência e esperança, traduzindo no palco a realidade de milhares de brasileiras.

Vitor Costa reforça o recado da mobilização

O vereador Vitor Costa destacou a força da presença popular:

“Divinópolis deu um recado claro: não vamos aceitar o silêncio diante da violência. Quando a comunidade se une, a vida das mulheres ganha força. Essa luta é de todas e todos nós.”

A blitz também distribuiu materiais informativos, orientou sobre canais de denúncia e abriu diálogo direto com moradores.

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Dados preocupantes e a ausência de um CRAM

Divinópolis registrou crescimento de 15% nas ocorrências de violência física, psicológica, moral, patrimonial e sexual somente no primeiro semestre de 2025, segundo dados oficiais. Mesmo diante do cenário, a cidade ainda não possui um CRAM (Centro de Referência de Atendimento à Mulher), equipamento essencial previsto na Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres.

 

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