Em fala contundente, Domingos Sávio acusa PT de ter paralisado obra do Hospital Regional e agora quer ressurgir politiqueiramente como herói

Deputado critica atraso e cobra operação integral da unidade; diz ainda que, aceitará restrições de atendimento por calendário acadêmico

Publicado por: Geraldo Passos

O deputado federal Domingos Sávio participou nesta sexta-feira da solenidade que marcou o início das obras do gasoduto da Gasmig em Divinópolis. Apesar do tema principal ser o gasoduto, o parlamentar direcionou grande parte de sua fala ao Divinews para relembrar a história do Hospital Regional e fazer críticas duras ao governo petista, responsável pelo período em que a obra ficou parada. 

Domingos afirmou que o projeto do Hospital Regional nasceu ainda no governo Vladimir, após reunião com o então governador Aécio Neves. Segundo ele, três prioridades foram levadas ao Estado: o hospital, a duplicação da BR-050 e o gasoduto. Para o deputado, a urgência se justificava porque o Hospital São João de Deus enfrentava crise grave e risco de colapso. Ele declarou: “O mais urgente era salvar vidas. Era o único hospital geral da região capaz de atender pequena, média e alta complexidade”.

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O parlamentar relatou que o governo Anastasia manteve os repasses e concluiu o mandato com oito milhões de reais garantidos em caixa para continuidade da obra. Contudo, Domingos elevou o tom ao citar o governo Pimentel: “Quando o dinheiro acabou no caixa, o Pimentel não passou nem um centavo até o final do mandato dele. Conclusão: a obra parou.”

Ele criticou também o início da gestão Zema, que enfrentou grave crise financeira. Mesmo assim, afirmou que pressionou o governo estadual a priorizar o Hospital Regional no acordo firmado após a tragédia de Brumadinho. Segundo ele, o Estado repassou 85 milhões de reais para compra de equipamentos e a obra foi finalmente concluída.

Domingos Sávio fez novo ataque ao que chamou de apropriação política da obra: “Não dá para a gente ficar escutando pessoas que não contribuíram em nada ficarem agora batendo no peito e dizendo que estão entregando o hospital para a população.” O deputado afirmou que o respeito ao povo exige “verdade” e que não se pode permitir “uso politiqueiro em uma obra que é para salvar vidas”.

O parlamentar defendeu que o Hospital Regional opere de forma plena e aberta ao SUS. Ele criticou o risco de que a gestão universitária selecione apenas casos de interesse acadêmico: “Nós não queremos hospital que só puxa para dentro aquilo que interessa para a universidade. Precisamos que funcione porta aberta ao SUS.”

Domingos foi ainda mais incisivo ao alertar que não aceitará restrições de atendimento por calendário acadêmico: “Não podemos ter hospital universitário que diga ‘a universidade está de férias, vamos ficar com os leitos vazios’. Se tiver leito vago, tem que atender.”

Embora o foco da entrevista provocada pelo Divinews, tenha sido o Hospital Regional, o deputado lembrou que o gasoduto foi uma das demandas iniciais levadas ao governo Aécio, no mesmo pacote de prioridades que incluía o hospital e a duplicação da BR-050. Ele afirmou que o gasoduto representa avanço importante para o desenvolvimento da região e reforça a infraestrutura necessária para atrair indústrias.

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Domingos encerrou defendendo que a obra cumpra sua finalidade social e se mantenha livre de disputas políticas. Ele destacou: “Queremos hospital SUS que atende complementarmente a formação universitária, porque foi para isso que ele foi construído.”.

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  1. jose antonio de oliveira siqueira disse:

    Que bom que não querem discurso político em cima deste hospital. porque tem mais quatro hospitais prometidos pelo Zema e pelo jeito não tem o dedo do PT, uma vergonha para estes políticos que desde 2010 não conseguem finalizar essas obras, mas também, não conseguem nem reparar os elevadores da Cidade Administrativa.

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