Durante coletiva de imprensa realizada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), nesta terça-feira (4), ao qual o Divinews a deputada estadual Bella Gonçalves (PSOL) fez duras críticas ao governo de Romeu Zema (Novo) e afirmou que existem fortes indícios de corrupção e interesses privados no processo de privatização da Copasa, conduzido pelo Executivo mineiro.
Segundo Bella, o Bloco Democracia e Luta do qual faz parte, ingressou com uma notícia-crime no Ministério Público Federal e um pedido de auditoria ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG), pedindo a investigação das movimentações financeiras e administrativas da empresa e de agentes ligados ao governo estadual.
“Há uma movimentação de corrupção e interesse privado por dentro da Copasa, com trânsito de pessoas entre a companhia, o Partido Novo e grupos econômicos da Faria Lima interessados em comprar a empresa”, declarou a parlamentar.
Denúncias de irregularidades e indícios de direcionamento
Bella afirmou que as investigações preliminares apontam conexões suspeitas entre integrantes do Conselho da Copasa e empresas privadas que teriam interesse na compra da estatal. A deputada citou o nome de Guilherme Duarte, que, segundo ela, teria atuado simultaneamente no conselho da companhia e em uma empresa ligada ao grupo PERFIL responsável por adquirir mais de 5% do capital social da Copasa — algo que, segundo Bella, configuraria acúmulo indevido e conflito de interesses.
“Desde 2024 a Copasa encomendou estudos da Ernest Young com vistas à privatização, antes mesmo de qualquer aprovação legislativa. Por tudo isso, acreditamos que há indícios fortes de corrupção em torno desse processo, com benefícios a setores privados”, afirmou.
A deputada destacou ainda que houve mudanças recentes na diretoria da Copasa, com a nomeação de pessoas supostamente ligadas à empresa AEGEA, uma das principais interessadas na compra da companhia mineira de saneamento.
Citações à AEGEA, BTG Pactual e Ribeirão Preto
Durante a coletiva, Bella Gonçalves reforçou que o grupo AEGEA já foi condenado por corrupção e desvio de recursos em Ribeirão Preto (SP), em um caso que envolveu R$ 100 milhões, e que o BTG Pactual, outro possível interessado, também responde a ações por corrupção em contratos de saneamento.
“Estamos denunciando uma tentativa de direcionar a venda da Copasa a grupos que já têm histórico de corrupção. Não podemos entregar a companhia mineira de água e saneamento nas mãos desses setores econômicos”, enfatizou.
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Bloco promete resistência e ação judicial
Bella reafirmou que o PSOL e os partidos do bloco Democracia e Luta vão seguir com a estratégia de obstrução legislativa para impedir a aprovação da proposta e recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) com base no princípio do não retrocesso democrático.
“Vamos acionar as instituições de justiça, inclusive o STF, porque acreditamos que esse projeto representa um retrocesso constitucional e democrático. Há muita pressão política e econômica por trás desse processo, mas nós vamos resistir até o fim”, concluiu.
Contexto político e reação
A fala da deputada repercutiu fortemente nos bastidores da Assembleia. Parlamentares da base do governo afirmam que o processo de privatização segue dentro da legalidade e que as acusações de corrupção carecem de provas concretas.
Já a oposição reforça que o caso precisa de transparência, auditoria independente e fiscalização do Ministério Público antes de qualquer avanço no projeto.
Reunião Extraordinária
Em seu pronunciamento na reunião extraordinária desta quarta-feira (05), Bella reafirmou suas suspeitas, citando o nome de várias empresas que teriam interesse na privatização da Copasa, entre elas o grande grupo BTG / PACTUAL. (veja nova matéria em breve)






