A deputada estadual Lohanna (PV) fez duras críticas ao governador Romeu Zema (Novo), nesta quarta-feira (28), devido à proposta de repasse de centenas de imóveis pertencentes ao Estado de Minas Gerais para o governo federal. A iniciativa está ligada à tramitação do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), que atualmente está em análise na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
Entre os 343 imóveis listados, estão patrimônios de relevância como a Cidade Administrativa — sede oficial do Executivo mineiro —, além de delegacias, aeroportos, hospitais, escolas, unidades da UEMG (Universidade do Estado de Minas Gerais) e da Unimontes (Universidade Estadual de Montes Claros), e a Fundação Clóvis Salgado.
A parlamentar questiona o impacto da medida sobre os serviços públicos essenciais e a soberania administrativa de Minas. Para Lohanna, a proposta representa a entrega indiscriminada de bens estratégicos em troca de um alívio financeiro pontual. “O governador parece disposto a entregar todo o Estado. O que vai restar de Minas após Zema?”, indagou.
A deputada também chamou atenção para a ausência de garantias por parte da União quanto à continuidade da gestão desses espaços. “Se a gente autoriza a venda sem o real interesse do governo federal e sem compromisso com a manutenção desses serviços, onde eles vão funcionar? É um arranjo jurídico absurdo”, afirmou.
O governo estadual argumenta que a iniciativa busca reduzir parte da dívida de mais de R$ 165 bilhões com a União, ao transferir o patrimônio em forma de abatimento financeiro. O plano, no entanto, tem gerado forte reação na Assembleia e entre entidades da sociedade civil.
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