Em entrevista realizada na última sexta-feira (17), a secretária nacional de Orçamento e Finanças do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleide Andrade, concedeu entrevista exclusiva ao Divinews, nesta semana, e abordou temas centrais da política regional e estadual, com destaque para a situação do Hospital Regional de Divinópolis.
Durante a conversa, Gleide reforçou que o impasse em torno da conclusão da obra, que se arrasta há 15 anos, e depende agora de uma decisão do Governo de Minas, que precisa enviar à Assembleia Legislativa o projeto de doação definitiva do imóvel para a Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), para que esta, por sua vez, possa firmar contrato de gestão com a Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares), vinculada ao Ministério da Educação
Hospital Regional: “Interesse público está acima de ideologias”
Gleide destacou que o prefeito Gleidson Azevedo a procurou mencionando sua articulação política em Brasília, e que, apesar das diferenças partidárias, o diálogo foi produtivo. “A saúde pública precisa unir forças. Esse hospital é um problema coletivo, não de partidos”, afirmou.
A dirigente nacional do PT informou que fará uma série de agendas em Brasília, incluindo reuniões nos Ministérios da Educação, da Fazenda e das Cidades, para acelerar a entrega e garantir o custeio do hospital, cujo funcionamento representará um investimento mensal de R$ 300 milhões do Governo Federal por meio da Ebserh
Hospital Regional: “Interesse público está acima de ideologias”
Gleide destacou que o prefeito Gleidson Azevedo a procurou mencionando sua articulação política em Brasília, e que, apesar das diferenças partidárias, o diálogo foi produtivo. “A saúde pública precisa unir forças. Esse hospital é um problema coletivo, não de partidos”, afirmou.
A dirigente nacional do PT informou que fará uma série de agendas em Brasília, incluindo reuniões nos Ministérios da Educação, da Fazenda e das Cidades, para acelerar a entrega e garantir o custeio do hospital, cujo funcionamento representará um investimento mensal de R$ 300 milhões do Governo Federal por meio da Ebserh.
Segundo Gleide, o maior entrave no momento é a falta de conclusão da obra e de equipamentos. “O Estado precisa entregar o hospital pronto, equipado e com toda a documentação regularizada. Não se trata de uma loja — um hospital exige estrutura, energia estável, entorno preparado e tecnologia adequada”, pontuou.
Crítica ao governo Zema e alerta sobre o ProPag
Durante a entrevista, Gleide Andrade fez duras críticas ao governador Romeu Zema (Novo), afirmando que ele estaria planejando incluir o Hospital Regional de Divinópolis no Programa de Parcerias e Gestão de Ativos do Estado (ProPag), como forma de troca de ativos públicos pela dívida de Minas Gerais com a União.
“Esse hospital não pode ser moeda de negociação. O governador quer colocar no ProPag não só o hospital, mas também prédios da UEMG, o Hospital Risoleta Neves e até a Copasa. Isso é desmonte do Estado”, denunciou Gleide.
A secretária defendeu que todos os prefeitos e lideranças da região — independentemente de partido — se unam contra essa possibilidade. “Precisamos suspender as diferenças políticas. O hospital é um bem público de 53 municípios, e não pode ser usado como barganha financeira.”
Infraestrutura e BR-494: rotatória terá obras iniciadas
A dirigente também revelou avanços na área de infraestrutura regional. Em diálogo com o ministro dos Transportes, Renan Filho, e o diretor-geral do DNIT, Gleide informou que a obra da rotatória na BR-494 já tem ordem de serviço assinada. O trecho, conhecido pela alta incidência de acidentes, liga Divinópolis à BR-262 e à BR-381.
Segundo ela, a medida é o primeiro passo antes da duplicação completa da via. “Só a rotatória já vai salvar vidas e facilitar o acesso ao hospital, que precisa de vias seguras e fluxos organizados para funcionar”, afirmou.
Política e regulação da internet
Ao ser questionada sobre temas nacionais, Gleide também comentou o comportamento do deputado Eduardo Bolsonaro, que se mantém nos Estados Unidos fazendo declarações golpistas. A secretária classificou o caso como “um absurdo que ofende a democracia e a ética pública”.
“Não é aceitável que um deputado federal receba salário e verba pública para viver no exterior atacando o país. Isso é desrespeito com a população e com a política séria”, disse Gleide, defendendo ainda a regulação das redes sociais no Brasil, nos moldes de países europeus.
Chamado à união regional
Encerrando a entrevista, Gleide Andrade fez um apelo à sociedade civil e às instituições do Centro-Oeste mineiro:
“Ou nos unimos para fazer o hospital sair do papel, ou corremos o risco de morrer na praia. Essa é uma luta pela dignidade, pela saúde e pela vida das pessoas que dependem do SUS.”
Ela reforçou que o governo federal está disposto a assumir o custeio, mas a responsabilidade pela conclusão física da obra é do Estado de Minas Gerais. “Sem entrega do Estado, o hospital não pode funcionar”, concluiu.







União de forças só com o interesse do Cleitinho, pois ele pretende dar voos mais altos! Talvez a se candidatar a governador do Estado! Os demais ,de oposição ao governo Lula, têm ódio ao PT, ao governo Lula! Não somos ingênuos! A liderança política de oposição ao governo federal é do PL, do deputado federal Domingos Sávio, presidente do PL Minas! Ele terá interesse em se unir a esta causa?