Apesar de garantida por diversas leis brasileiras, a acessibilidade para pessoas com deficiência (PcDs) ainda enfrenta obstáculos significativos em todo o país. Barreiras físicas, restrições digitais e limitações em serviços cotidianos afetam a rotina de milhões de brasileiros que precisam se deslocar, trabalhar ou participar de atividades de lazer.
Além do impacto prático, essas dificuldades interferem na saúde mental de muitas pessoas com deficiência, aumentando sentimentos de exclusão, frustração e isolamento.
História de superação e luta por direitos
O advogado Thiago Helton, hoje com 37 anos, ficou tetraplégico aos 20, após ser atropelado enquanto caminhava no acostamento de uma via. A lesão na medula mudou não apenas sua mobilidade, mas toda sua condição fisiológica e mental.
Thiago precisou redefinir seus planos e expectativas. Ele transformou sua experiência em motivação para estudar e trabalhar em prol da inclusão, ajudando pessoas com deficiência a reivindicar e conquistar seus direitos.
Avanços ainda insuficientes
Embora cidades brasileiras tenham apresentado avanços estruturais, o advogado alerta que a fiscalização das normas de acessibilidade ainda é falha. Muitos espaços, tanto públicos quanto privados, continuam sem cumprir as leis, comprometendo o direito à mobilidade, educação, trabalho e lazer para os PcDs.
Setembro Verde: mês da conscientização
O Setembro Verde marca a campanha anual de conscientização sobre inclusão e acessibilidade. A cor verde simboliza a luta por direitos iguais e a necessidade de eliminar barreiras físicas, digitais e de atitudes, garantindo que todos tenham oportunidades e dignidade.
A iniciativa enfatiza que a inclusão social e acessibilidade vão além de adaptações estruturais: exigem mudança cultural, educação e fiscalização eficaz para que os direitos das pessoas com deficiência sejam plenamente respeitados.






