O vereador Vítor Costa, denunciou nesta quinta-feira (11) o que classificou como “descaso” do governador Romeu Zema (Novo) com os servidores do Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Minas Gerais (SISEMA). A categoria está em greve desde 1º de setembro e cobra valorização após anos de congelamento salarial, sobrecarga de trabalho e precarização das condições de atuação.
Segundo o parlamentar, a situação tornou-se insustentável. Ele lembrou que os servidores ambientais são responsáveis por arrecadar cerca de R$ 1,2 bilhão por ano para os cofres de Minas, mas sofrem com defasagem salarial que já ultrapassa 80%.
“É inadmissível que profissionais tão importantes enfrentem salários congelados há mais de 11 anos, enquanto se desdobram em condições precárias”, disse.
Em diversas regiões do Estado, o cenário é de extrema limitação de pessoal. Há casos em que apenas 12 servidores atendem 70 municípios, enquanto em outras localidades três fiscais precisam cobrir dezenas de cidades e empreendimentos.
“Essa situação é um absurdo. O governo Zema se recusa a realizar concursos públicos, precarizando ainda mais o serviço, sobrecarregando os trabalhadores e enfraquecendo a fiscalização ambiental. Isso abre espaço para o desmatamento, a destruição das veredas e tantas outras violações”, afirmou Vítor Costa.
Durante sessão na Câmara Municipal de Divinópolis, o vereador recebeu representantes do SISEMA, leu uma carta de apoio à categoria e encaminhou um ofício ao Sindicato dos Servidores Públicos de Meio Ambiente de Minas Gerais (SINDSEMA) e à Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário (ARSAE). O documento reforça o compromisso do mandato com as pautas da categoria.
SISEMA
O parlamentar destacou que, atualmente, o quadro do SISEMA conta com apenas 1.353 servidores em todo o Estado, número bem inferior aos cerca de 2.400 registrados em 2016.
A situação se agravou com a ausência de concursos desde 2013 e a manutenção de salários congelados. “Os números mostram claramente que o Estado abandonou esses profissionais e fragilizou a proteção ambiental”, disse.
Vítor Costa ressaltou ainda que os servidores ambientais têm papel estratégico para o desenvolvimento sustentável de Minas Gerais e para a proteção da biodiversidade.
Ele lembrou que o Brasil se prepara para sediar a COP 30, conferência climática que colocará o país sob os holofotes internacionais. “Não podemos chegar a esse evento com um quadro tão precarizado. É um desrespeito não apenas aos trabalhadores, mas ao futuro de Minas Gerais e do Brasil”, afirmou.
Por fim, o vereador reafirmou que seu mandato permanecerá à disposição para reforçar as reivindicações da categoria e apoiar iniciativas que garantam condições dignas de trabalho.
“Não há desenvolvimento sustentável sem valorização dos servidores ambientais. Eles precisam de estrutura, reconhecimento e condições justas para exercerem sua função”, concluiu.






