A Câmara Municipal de Divinópolis voltou a discutir a implantação de um sistema de controle de acesso às suas dependências, medida defendida como essencial para garantir a segurança de vereadores, servidores e visitantes. A decisão ganhou força após episódios recentes envolvendo o vereador Mateus Dias, que foi alvo de invasão em seu gabinete. Fato é que, qualquer um entra em todas as dependências da Câmara, sem que sejam importunados. Alguns vereadores avaliam que o recinto é sim a casa do povo, mas não a casa da “mãe Joana, e tem que ter controle”.
Tentativa fracassada no passado
Essa não é a primeira vez que a Casa debate o tema. Há quase 20 anos, um ex-presidente chegou a instalar catracas na entrada principal, mas, diante das críticas da população e da repercussão negativa, a medida foi abandonada e os equipamentos retirados.
“Os tempos são outros”
Para o secretário-geral da Câmara, Flávio Ramos, a realidade atual exige uma postura diferente. “Hoje vivemos uma nova realidade. Todos os locais públicos têm detectores de metais. A Câmara também está avaliando adquirir equipamentos modernos para ampliar a segurança”, afirmou.
Exemplos de outras cidades
Enquanto Divinópolis ainda avalia como será o sistema, cidades vizinhas como Itaúna, Pará de Minas e Nova Serrana já implantaram catracas, cartões de identificação e monitoramento eletrônico. A expectativa é que a Câmara divinopolitana adote solução semelhante, conciliando segurança, transparência e acessibilidade.
Vereadores expostos
O vereador Mateus Dias relatou que tem sofrido ameaças e perseguições motivadas por sua atuação legislativa. “Hoje está acontecendo comigo, mas poderia ter sido com qualquer outro colega vereador ou servidor desta Casa. É muito importante pensar na segurança, com identificação e até detector de metais, para garantir nosso trabalho”, disse.
Já o vereador Vitor Costa (PT) disse ao Divinews que seu gabinete também já foi invadido, com pessoas lhe dirigindo impropérios. Até então não havia reclamado, mas avalia que é preciso garantir ao menos um mínimo de segurança e controle no acesso ao local.
Medidas já em andamento
O secretário-Geral, Flávio Ramos, destacou que este ano foram substituídas as câmeras de monitoramento, de apenas 15 pontos de vigilância, agora são 40 espalhados pelo prédio. Além disso, um novo contrato foi firmado com a empresa de segurança responsável pelo anexo da Casa.
Exigência dos novos tempos
Com o acirramento das posições políticas e episódios de invasão a gabinetes, cresce a percepção de que não apenas os gabinetes no térreo, mas também o plenário e a parte administrativa precisam ser resguardados. Divinópolis, como cidade-polo do Centro-Oeste mineiro, precisa se adequar à realidade atual e adotar controles eficientes antes que incidentes mais graves aconteçam.
Com Fabricio Salvino
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