Câmara de Divinópolis desmoraliza SINTRAM: Nota Oficial desmonta denúncia de IPTU e força retirada da matéria

Matéria jornalistica faz SINTRAM passar vexame sindical e o fragiliza politicamente

Publicado por: Geraldo Passos

O Sintram protagonizou um episódio considerado vergonhoso e politicamente desastroso para a instituição. Após acusar cinco vereadores e a própria Câmara Municipal de Vereadores de Divinópolis de suposta dívida de IPTU, o sindicato não apenas foi desmentido em Nota Oficial, como também acabou obrigado a retirar a matéria do ar, reconhecendo de forma tácita a gravidade do erro cometido.

Erro duplo: jornalístico e político
A publicação do sindicato foi descrita por vereadores como “leviana” e “irresponsável”. No campo jornalístico, pecou pelo básico: não ouvir os acusados. Se o tivesse feito, teria descoberto o que o Divinews apurou, que alguns vereadores tinham valores bem menores que os citados, enquanto outros foram alvos de lançamentos equivocados por falhas no sistema da Prefeitura, fato amplamente conhecido pela população.

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No campo político, a imprudência foi ainda maior. O Sintram não calculou os efeitos de acusar de forma genérica a Câmara como devedora de tributos. O ato acabou por expor o sindicato ao ridículo, dando munição para seus críticos e criando fissuras na relação com os parlamentares, justamente aqueles a quem recorre quando busca apoio contra medidas do Executivo.

Nota de repúdio expôs inconsistência
A resposta do Legislativo veio rápida e certeira. Em nota assinada pelo presidente Israel da Farmácia (PSDB), a Câmara esclareceu que não pode ser contribuinte de IPTU, já que o imóvel pertence ao próprio Município. A acusação sobre suposta dívida de ISS também caiu por terra: tratava-se de retenções feitas corretamente de serviços contratados e repassadas à Prefeitura.

O problema, conforme destacou a nota, foi um erro no sistema da Secretaria de Fazenda, já em processo de correção. Em outras palavras, a denúncia do Sintram nasceu de uma falha técnica, mas foi transformada em acusação política sem qualquer checagem.

A pá de cal: retirada do ar
A atitude mais simbólica veio depois: diante da repercussão negativa, o Sintram retirou do ar a matéria. Um recuo que representa a confissão pública do vexame e a perda de credibilidade de uma entidade que deveria lutar pelos servidores, mas que resolveu improvisar jornalismo investigativo sem preparo ou compromisso com a verdade.

Veredito político
O episódio deixa claro que o sindicato fragilizou sua imagem ao tentar posar de veículo de comunicação. Em vez de ganhar legitimidade, perdeu autoridade. A nota da Câmara não apenas desmentiu a acusação: desmoralizou o Sintram diante da opinião pública.

No fim, quem sai fortalecido é o Legislativo, que expôs o erro de forma institucional e firme. Já o sindicato amarga uma crise de imagem que dificilmente será esquecida, servindo como exemplo de como a leviandade, na política e na comunicação, cobra caro, e principalmente para quem tem muro baixo e não tem cacife político e jurídico de enfrentamento.

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Veja NOTA À IMPRENSA, na íntegra

A Câmara Municipal de Divinópolis, por meio do seu Presidente, Vereador Israel da Farmácia, esclarece que não são verdadeiras as informações divulgadas pelo SINTRAM, afirmando que o Poder Legislativo de Divinópolis estaria devendo impostos.

É importante destacar que a Câmara Municipal não é contribuinte do Imposto Predial e Territorial Urbano – IPTU, já que não tem patrimônio próprio. O imóvel que a Câmara ocupa pertence ao próprio Município de Divinópolis, sendo juridicamente impossível que o ente público tribute a si próprio.

Da mesma forma, a Câmara Municipal não é contribuinte do Imposto Sobre Serviços – ISS, uma vez que esse tributo incide apenas sobre serviços privados previstos na lista do Código Tributário Municipal. A atividade desempenhada pela Câmara consiste na prestação de serviços públicos institucionais aos cidadãos, de natureza constitucional e legal, os quais não estão sujeitos a qualquer forma de tributação.

O valor de ISS citado pelo sindicato se refere a uma retenção de ISS incidente sobre nota fiscal de serviço contratado pela Câmara. Nesses casos, a obrigação da Câmara é apenas descontar o imposto da empresa contratada e repassar à Prefeitura, o que foi feito corretamente dentro do prazo.

O que ocorreu foi um erro no sistema da Prefeitura, que gerou a informação incorreta de que o valor estaria em aberto. A Secretaria de Fazenda já foi comunicada e está corrigindo o problema.

A Câmara Municipal de Divinópolis reforça que a divulgação de informações sem a devida apuração dos fatos só causa confusão na população e transmite uma imagem, que não corresponde à realidade.

 

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