A denúncia divulgada pelo Sintram, que apontou que alguns vereadores de Divinópolis estão inscritos na dívida ativa por débitos de IPTU, gerou forte reação no Legislativo. Procurados pelo Divinews, os parlamentares acusados contestaram a forma como o sindicato tratou o tema e afirmaram que a entidade perdeu sua finalidade original de defender os interesses dos servidores municipais – Além de moverem ação judicial contra a entidade vão propor que o prefeito encerre o convênio de desconto em folha, da contribuição sindical.
Vereadores se dizem alvo de exposição fiscal
Entre os citados, os vereadores alegaram que o Sintram extrapolou suas atribuições ao atuar como se fosse veículo de imprensa, e ainda publicando informações fiscais sem ouvir as partes envolvidas. Para eles, essa postura não apenas fere a intimidade dos parlamentares, como também distorce o papel institucional de um sindicato.
Crítica ao sindicato e acusações de privilégios
Os parlamentares foram uníssonos em afirmar que o Sintram “abandona a luta sindical” ao investir em denúncias públicas contra membros do Legislativo. Ressaltaram ainda que, paradoxalmente, o sindicato costuma recorrer aos próprios vereadores sempre que busca apoio para resolver impasses de toda ordem, inclusive com o Executivo.
Além disso, os vereadores questionaram o uso dos recursos da contribuição sindical, acusando a entidade de manter mordomias para seus diretores sem qualquer transparência. Nesse contexto, existe a intenção de propor ao prefeito que suspenda o desconto em folha da contribuição sindical, já que todos os nomes citados pertencem à base de apoio ao Executivo.
Ações judiciais à vista
O Divinews apurou que, inicialmente ao menos dois parlamentares, Rodyson Kristinam (PV) e Hilton de Aguiar (MDB), já estudam ingressar com ações judiciais contra o Sintram. Eles pretendem questionar judicialmente tanto a divulgação dos débitos quanto o que consideram uma invasão de privacidade e uma campanha de desgaste político – O vereador Rodyson Kristinamurti foi além: diz que o presidente da entidade, Marco Aurélio, move perseguição contra ele por questões políticas de vagas em partido.
Sintram e o papel no debate público
O movimento do sindicato em divulgar informações fiscais de parlamentares abre uma discussão mais ampla sobre os limites da atuação sindical. Para os vereadores, o Sintram abandonou sua essência representativa e tenta assumir um papel de jornalismo investigativo que não lhe compete. O episódio aumenta a tensão entre Legislativo e sindicato em Divinópolis e pode ter desdobramentos políticos e judiciais nos próximos meses.
Resumo da publicação do Sintram
Na publicação que deu origem à polêmica, o Sintram listou nomes de vereadores que, segundo o sindicato, possuem débitos de IPTU junto ao município e estão inscritos na dívida ativa. O sindicato destacou que as informações são públicas e que a intenção foi dar transparência sobre a situação fiscal dos parlamentares que, ao mesmo tempo em que fiscalizam a gestão municipal, estariam em débito com o próprio município.
De acordo com o texto, a divulgação foi feita em nome do interesse público e com base em dados oficiais da Prefeitura. O sindicato ainda questionou se é legítimo que representantes do povo acumulem dívidas tributárias enquanto exercem funções de legisladores.
Na matéria é citado o vereador Walmir Ribeiro, com débito de R$ 10.830,14; o vereador Hilton de Aguiar, com R$ 7.701,94; Anderson da Academia, R$ 1.474,94; Rodyson do Zé Milton, R$ 1.356,76; e fechando a lista Wesley Jarbas, com R$ 50,40







Se estão inadimplentes é natural que sejam inscritos na divida ativa do munícipio. São cidadãos comuns. Ou não?
Se estão inadimplentes é natural que sejam inscritos na divida ativa do munícipio. São cidadãos comuns. Ou não?