A decisão da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro (PL), feita pelo ministro Alexandre de Moraes, gerou forte repercussão nas redes sociais. Um levantamento do Instituto Quaest, divulgado nesta segunda-feira (4), mostrou que os internautas se dividiram: 53% apoiaram a decisão, enquanto 47% se posicionaram contra.
O monitoramento analisou mais de 1,2 milhão de postagens até as 21h de segunda-feira (4), feitas nas plataformas X, Instagram, Facebook, Reddit e YouTube.Os apoiadores da medida celebraram com frases como “grande dia” e “Bolsonaro preso”. Já os opositores classificaram a decisão como “vingança” e “abuso de poder”.
Moraes aponta descumprimento
Segundo Moraes, Bolsonaro violou medidas cautelares. O ministro do STF proibira o uso de redes sociais, inclusive por terceiros. No entanto, no domingo (3), o ex-presidente apareceu por vídeo em manifestações no Rio e em São Paulo.
Ele usou o celular do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O vídeo também foi exibido pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e publicado pelo vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ).
Moraes destacou que a participação foi deliberada. O objetivo, segundo ele, era mobilizar apoiadores contra o STF. Na decisão, o ministro também determinou a apreensão dos celulares ligados ao ex-presidente.
“Jair Bolsonaro produziu conteúdo intencional para manter os ataques ao Supremo. Houve tentativa de coação institucional”, escreveu Moraes.
Defesa reage
Os advogados do ex-presidente criticaram a decisão. Afirmaram que Bolsonaro não descumpriu nenhuma regra. Declararam ainda que a ligação por vídeo não viola as restrições.
“A defesa foi surpreendida com a prisão domiciliar. Todas as medidas foram cumpridas”, disseram os advogados Celso Vilardi, Daniel Tesser e Paulo Cunha Bueno.
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Eles garantiram que irão recorrer da decisão.






