A pouco mais de um ano das movimentações decisivas para a eleição presidencial de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece como líder absoluto nas intenções de voto em todos os cenários testados na nova rodada da pesquisa Atlas Intel, em parceria com a Bloomberg, divulgada nesta quinta-feira (31)
O levantamento indica que, mesmo com desgaste natural do governo e polarização crescente, Lula mantém desempenho consistente e sólida base de apoio popular, superando com certa margem todos os principais nomes da direita.
No cenário que simula uma repetição das eleições de 2022, Lula aparece com 47,8% das intenções de voto contra 44,2% de Jair Bolsonaro.
A simulação, no entanto, é apenas ilustrativa: o ex-presidente foi declarado inelegível até 2030 pelo TSE e enfrenta investigações que podem levá-lo à prisão por tentativa de golpe de Estado. Sua participação na disputa é juridicamente impossível e politicamente, cada vez mais inviável.
Tarcísio e Michelle não empolgam
Em outras simulações com possíveis representantes da direita, o petista também lidera com folga. Contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), Lula registra 48,5%, ante 33% do ex-ministro bolsonarista. Já no cenário com Michelle Bolsonaro como cabeça de chapa da oposição, a ex-primeira-dama atinge apenas 29,7%, contra 48,5% de Lula. Nenhum outro nome supera 7%, revelando fragmentação e fragilidade do campo conservador.
As simulações de segundo turno reforçam a vantagem de Lula:
• Contra Tarcísio: Lula 50,4% x 46,6%
• Contra Michelle: Lula 50,6% x 45,9%
Imagem pessoal e aprovação sustentam favoritismo
O bom desempenho de Lula se explica, em parte, pela imagem positiva junto ao eleitorado menos favorecido socialmente e os mais esclarecidos.
Segundo a AtlasIntel, 51% dos brasileiros avaliam positivamente a figura do presidente, o melhor índice entre todos os nomes testados. A aprovação do governo Lula está em 50,2%, superando a desaprovação, que ficou em 49,7%.
Esses dados mostram que, apesar das críticas da oposição e das dificuldades enfrentadas no Congresso, o presidente conseguiu manter sua base e recuperar parte do eleitorado moderado, consolidando-se como favorito natural à reeleição ainda mais diante da ausência de adversários viáveis.
Bolsonaro: de protagonista a peso morto
Enquanto a extrema direita ainda se movimenta sem clareza sobre um nome competitivo, Jair Bolsonaro segue a desidratando politicamente e juridicamente.
Além de inelegível até 2030, o ex-presidente poderá ser preso nas próximas semanas. A pesquisa mostra que, mesmo se fosse candidato, perderia novamente para Lula e sua ausência do pleito deve deixar um vácuo difícil de preencher no campo conservador.







Eita!Jornarzinho de esquerda.kkkkkk