O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera todos os cenários de segundo turno testados pela pesquisa CNT/MDA divulgada nesta terça-feira (15). O confronto mais competitivo ocorre contra Flávio Bolsonaro (PL): Lula registra 47,3% das intenções de voto, enquanto o senador alcança 40%, uma diferença de 7,3 pontos percentuais. O levantamento também coloca o petista à frente de Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo).
No duelo entre Lula e Flávio Bolsonaro, 10,2% dos entrevistados escolheriam branco ou nulo e 2,5% ainda não sabem em quem votar. A margem de erro da pesquisa chega a 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. Dessa forma, a vantagem numérica de Lula supera a margem apresentada pelo levantamento.
Flávio é quem mais se aproxima de Lula
Entre todos os nomes que a CNT/MDA colocou diante de Lula em um eventual segundo turno, Flávio Bolsonaro apresenta a menor distância em relação ao presidente.
O placar chega a:
Lula: 47,3%
Flávio Bolsonaro: 40%
Brancos/nulos: 10,2%
Indecisos: 2,5%
A diferença de 7,3 pontos coloca o senador do PL como o adversário mais competitivo entre os testados pela pesquisa desta terça-feira.
O dado ganha importância quando observado junto ao primeiro turno. Na mesma rodada da CNT/MDA, Lula aparece com 40,5%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 30,4%. Augusto Cury ocupa a terceira posição, com 6%.
Augusto Cury reduz distância, mas Lula mantém vantagem
Contra Augusto Cury, Lula chega a 45,3%, enquanto o candidato do Avante registra 38,4%.
Nesse cenário, a diferença cai para 6,9 pontos percentuais, numericamente um pouco menor que aquela registrada contra Flávio. Entretanto, o percentual de Cury permanece abaixo dos 40%.
Brancos e nulos somam 12,7%, e 3,6% ainda não decidiram o voto.
Embora a diferença absoluta entre Lula e Cury seja de 6,9 pontos, Flávio apresenta o maior percentual individual entre os adversários testados, com 40%.
Lula abre nove pontos sobre Caiado
Em um eventual confronto com Ronaldo Caiado, Lula registra 46,4%, contra 37,3% do candidato do PSD.
A diferença chega a 9,1 pontos percentuais. Outros 13,1% afirmam que votariam em branco ou nulo, enquanto 3,2% permanecem indecisos.
Já contra Renan Santos, Lula alcança 47,3%, enquanto o candidato do Missão aparece com 33,9%. Nesse cenário, a vantagem do presidente cresce para 13,4 pontos. Brancos e nulos representam 15,7%, e os indecisos somam 3,1%.
Zema tem 34,5% contra Lula
A CNT/MDA também testou um segundo turno entre Lula e o ex-governador mineiro Romeu Zema.
O presidente registra 47,7%, seu maior percentual entre os cinco cenários apresentados, enquanto Zema alcança 34,5%.
A distância chega a 13,2 pontos percentuais. Outros 14,5% escolheriam branco ou nulo, e 3,3% não sabem em quem votar.
Os números completos ficam assim:
Cenário Lula Adversário Diferença
Lula x Flávio Bolsonaro 47,3% 40,0% 7,3 p.p.
Lula x Augusto Cury 45,3% 38,4% 6,9 p.p.
Lula x Ronaldo Caiado 46,4% 37,3% 9,1 p.p.
Lula x Renan Santos 47,3% 33,9% 13,4 p.p.
Lula x Romeu Zema 47,7% 34,5% 13,2 p.p.
Primeiro turno também coloca Lula na frente
A CNT/MDA divulgou, na mesma rodada, o cenário de primeiro turno. Lula aparece com 40,5%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 30,4%.
Augusto Cury registra 6%; Ronaldo Caiado, 3%; Renan Santos, 2,7%; Pablo Marçal, 1,8%; e Romeu Zema, 1%. Os demais candidatos somam 1,1%. Brancos e nulos chegam a 6%, enquanto 7,5% ainda estão indecisos.
Esses números mostram que, na fotografia atual da CNT/MDA, Lula não apenas ocupa a primeira posição no primeiro turno como também mantém vantagem contra todos os adversários que o instituto levou às simulações de segundo turno.
Ao mesmo tempo, a pesquisa revela que Flávio Bolsonaro concentra hoje a principal força eleitoral de oposição ao presidente. Ele ocupa a segunda posição no primeiro turno e alcança 40% quando enfrenta Lula diretamente.
Pesquisa ouviu 2.002 eleitores
A CNT/MDA ouviu 2.002 eleitores, presencialmente, entre os dias 9 e 13 de setembro.
O levantamento trabalha com margem de erro de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. A CNT financiou a pesquisa com recursos próprios e registrou o estudo no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06902/2026.






