Gleide no Divinews: “Bolsonaro articulou o golpe e agora quer Trump como fiador da impunidade”; após anúncio do PAC Saúde para Divinópolis

Publicado por: Geraldo Passos

Durante live transmitida nesta sexta-feira (18) pelo Divinews, a secretária nacional de Planejamento e Finanças do PT, Gleide Andrade, abordou temas quentes  do cenário político nacional e estadual. A entrevista, marcada por declarações contundentes, girou em torno do anúncio do Novo PAC Seleções, o PAC SAÚDE, em Divinópolis, das novas medidas restritivas contra o ex-presidente Jair Bolsonaro como o uso de tornozeleira eletrônica, da tentativa de militarização escolar em Minas Gerais e de uma possível candidatura de Rodrigo Pacheco ao governo estadual com apoio de Lula – A secretária falou também sobre o Hospital Regional de Divinópolis, a data prometida de sua inauguração. 

Novo PAC trará investimentos importantes para Divinópolis

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Logo no início da transmissão, Gleide celebrou a inclusão de Divinópolis e cidades da região Centro-Oeste no Novo PAC da Saúde. A cidade será contemplada com seis combos de equipamentos para Unidades Básicas de Saúde (UBSs), além de kits de telesaúde. “São aparelhos que evitam que o cidadão tenha que ir até a UPA ou ao hospital. Isso dá dignidade à periferia e ao povo mais pobre”, afirmou. Segundo ela, os equipamentos incluem recursos para diagnósticos vasculares, respiratórios e dermatológicos.

A dirigente petista aproveitou para criticar a gestão municipal e sugerir que a cidade deveria contar com uma segunda UPA. “A prefeitura precisa se movimentar, cadastrar e pedir. Quem não pede, não erra”, disse, destacando o papel do vereador Vitor como interlocutor.

“Bolsonaro é um criminoso do 8 de janeiro”, afirma Gleide

No trecho mais polêmico da live, Gleide Andrade reagiu à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que determinou o uso de tornozeleira eletrônica pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Para ela, a medida foi “tardia”, diante da gravidade dos crimes cometidos. “O Brasil amanheceu aliviado. Bolsonaro é um dos grandes articuladores do golpe de Estado do dia 8 de janeiro. A tornozeleira é uma medida de segurança”, afirmou.

Gleide ressaltou que, por muito menos, o presidente Lula foi preso injustamente. “Bolsonaro transferiu R$ 2 milhões por PIX para o filho Eduardo, que está nos Estados Unidos, e já há dois deputados da sua base foragidos, incluindo Carla Zambelli, que fugiu para a Itália”, denunciou. Ela também criticou a carta enviada pelo ex-presidente Donald Trump, insinuando apoio a Bolsonaro em troca de tratamento privilegiado ao Brasil. “Uma carta nojenta, abjeta”, qualificou.

Críticas duras a Zema e defesa da candidatura de Rodrigo Pacheco

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Ao tratar da política estadual, Gleide classificou a gestão do governador Romeu Zema como desastrosa. “Zema quebrou Minas, tratou a UEMG como mercadoria e entregou o nosso lítio ao Canadá sem retorno para o Jequitinhonha”, declarou. Ela demonstrou ceticismo quanto à entrega do Hospital Regional de Divinópolis, prometido para setembro. “Passei por lá hoje e não vi um tijolo novo”, alertou.

Diante do cenário de desgaste do governo mineiro, Gleide avalia como muito possível uma candidatura de Rodrigo Pacheco ao Palácio Tiradentes com apoio do presidente Lula. “Não tem ninguém mais preparado para governar Minas. Pacheco é sério, já deu provas disso, e defende um Estado inclusivo e soberano”, disse.

Obras do Hospital Regional de Divinópolis 

Ao tratar das promessas do Governo de Minas em relação à saúde pública, Gleide Andrade foi direta ao criticar o andamento das obras do Hospital Regional de Divinópolis, a secretária disse que passou próximo ao hospital e viu tudo parado, não tinha operários na obra. Contudo, afirmou ter a expectativa de que ele seja entregue em setembro, como prometeu o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti. “Passei por lá hoje e não vi um tijolo novo. Se vão entregar, é só a fachada, porque ali não tem nem estrutura de atendimento pronta, nem profissionais contratados”.

Durante a entrevista, o editor do Divinews, que conduzia a transmissão ao vivo, reforçou a gravidade da denúncia ao relatar bastidores colhidos recentemente na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Segundo ele, um deputado da base do governo confidenciou que a inauguração prevista para setembro não ocorrer, por questões políticas. Se ocorrer, disse a fonte parlamentar que seria realizada uma inauguração simbólica com portas abertas para visitação mas sem equipamentos, equipe médica completa ou condições reais de funcionamento.

Gleide reagiu com indignação: “Se isso se confirmar, é um escárnio com o povo do Centro-Oeste mineiro. A saúde pública não pode ser reduzida a palanque político. É preciso respeito com quem sofre, com quem espera por atendimento há anos”.

CPI do INSS e as emendas parlamentares bilionárias

Questionada sobre o caso das fraudes no INSS, Gleide comemorou a instalação da CPMI e reforçou que as irregularidades começaram no governo Bolsonaro. “O governo Lula não acoberta bandidagem. A Polícia Federal é autônoma e descobriu o esquema”, destacou.

Ela também criticou o orçamento das emendas parlamentares, revelando que cada senador poderá receber até R$ 240 milhões em 2025. “Enquanto hospitais mendigam R$ 1 milhão para custeio, parlamentares negociam milhões em emendas”, protestou.

Rejeição à escola cívico-militar: “É andar 100 anos pra trás”

Por fim, Gleide atacou a proposta de militarização das escolas públicas, defendida por setores ligados a Zema. “Escola não é quartel. Escola é espaço de acolhimento, produção de saber e ética. Isso me dá asco”, afirmou com veemência. Ela defendeu mais investimentos em Institutos Federais e educação integral para a juventude, como alternativa ao crime e à exclusão.

A live foi encerrada com um convite bem-humorado ao público para participar do circuito gastronômico na comunidade de Ribeiros, em Carmo do Cajuru. Ao estilo Divinews, foi uma entrevista franca, crítica e com recados diretos ao poder.

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  1. Divinopolitano disse:

    Kkkkkkkkkkk. Aliada do lule criticando impunidade ……. kkkkkkkkkkkkk

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