Em entrevista ao Divinews, senador afirmou que a relação do governo de Minas com a segurança pública está quebrada desde o veto de reajustes para policiais, e garantiu que vai priorizar a área se for oficialmente escolhido como pré-candidato e vencer as eleições de 2026.
Para o parlamentar, os profissionais da área não confiam mais no governo estadual desde que Zema vetou o reajuste salarial aprovado pela Assembleia Legislativa, ainda na legislatura passada. Medida que ele próprio, como deputado estadual, ajudou a derrubar, mas que depois foi revertida por articulação do Palácio Tiradentes.
Em suas palavras, Cleitinho declarou: “A segurança pública não confia no governo Zema porque ele deu a palavra para a segurança, e depois que a Assembleia aprovou, ele vetou. E mandou a base votar para manter o veto.”
O senador reforçou que, se for eleito governador em 2026, terá como prioridade recompor a relação de confiança com as forças policiais, prometendo previsibilidade salarial, diálogo constante e respeito aos compromissos assumidos. Ele relembrou que sempre defendeu a valorização dos profissionais da segurança, inclusive apresentando propostas para garantir melhores condições de trabalho e de aposentadoria: “Quem dá a palavra tem que cumprir, principalmente para a segurança pública, que arrisca a vida todo dia.”
Cleitinho também afirmou que pretende criar canais diretos de negociação com representantes de policiais civis, militares, bombeiros e agentes penitenciários, evitando intermediários políticos que “só atrapalham”, na sua visão. Segundo ele, a categoria precisa se sentir ouvida e respeitada para prestar um serviço de excelência à sociedade mineira.
Ao final, reforçou que considera a segurança pública a espinha dorsal de qualquer gestão estadual e criticou duramente a forma como Zema conduziu as conversas: “Se fosse eu no lugar dele, não teria vetado. Promessa feita é promessa cumprida.”






