O radialista e ex-candidato a prefeito de Divinópolis, Luís Militão Gonzaga, foi sentenciado a 14 anos de prisão por participação nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. A condenação foi determinada pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que o considerou culpado por diversos crimes relacionados à invasão e depredação das sedes dos Três Poderes.
A decisão estabelece 12 anos e 6 meses de reclusão, mais 1 ano e 6 meses de detenção, além de 100 dias-multa calculados em um terço do salário mínimo por dia — o que totaliza cerca de R$ 50.600. No dia dos atos, Militão chegou a gravar um vídeo em frente ao Congresso Nacional, o que foi usado como prova no processo.
Além disso, o réu deverá pagar, de forma solidária com os demais condenados, R$ 30 milhões a título de danos morais coletivos, valor a ser dividido entre os envolvidos.
Entre os crimes pelos quais ele foi condenado estão:
– Abolição violenta do Estado Democrático de Direito – 4 anos e 6 meses de reclusão
– Tentativa de Golpe de Estado – 5 anos de reclusão
– Dano qualificado – 1 ano e 6 meses de detenção e 50 dias-multa
– Deterioração do patrimônio tombado – 1 ano e 6 meses de reclusão e 50 dias-multa
– Associação criminosa armada – 1 ano e 6 meses de reclusão
Quem é Luís Militão?
Luís Gonzaga Militão é radialista conhecido em Divinópolis, com passagens pelas rádios Sucesso FM e Candidés FM, onde atuava principalmente na cobertura esportiva. Também é formado em contabilidade e já trabalhou como assessor parlamentar do deputado federal Domingos Sávio. No serviço público municipal, chegou a ocupar o cargo de gerente de políticas sobre drogas.
Em 2016, Militão lançou sua candidatura à Prefeitura de Divinópolis pelo PSDB, com o slogan centrado na palavra “mudança”. Sua chapa, composta por oito partidos, foi batizada de “Por uma Divinópolis Melhor” e teve como vice Geraldo Magela da Silva Barros. A candidatura foi oficializada em convenção no mês de agosto daquele ano.
No pleito, recebeu 9.341 votos, o equivalente a 8,61% do total, ficando em terceiro lugar. Foi superado por Galileu Machado (PMDB), que venceu no primeiro turno com 53,84% dos votos, e por Marcos Vinícius (PROS), que ficou com 31,54%.
Apesar de não se eleger, Militão permaneceu ativo politicamente e continuou sua atuação na imprensa local. Anos mais tarde, ganhou repercussão nacional ao se envolver nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro, que levaram à sua condenação no STF.
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O país tem leis. Cometeu crime, assuma a responsabilidade.
GOLPE NUNCA MAIS, MILITÃO!!!!
Cadê os comentários……
Como disse o Bolsonaro:”são todos MALUCOS”.