A política de Oliveira parece ter trocado o regimento interno pelo cardápio de um boteco. Durante uma sessão da Câmara Municipal, o presidente da Casa, entre tropeços verbais e surtos de indignação ameaçou instalar bafômetros no plenário, insinuando que os parlamentares estariam “passando do ponto”, e não exatamente nas votações.
O episódio digno de um roteiro cômico aconteceu quando, em meio a uma confusão de contagem de votos, o presidente soltou a pérola: “Daqui uns dias vou ter que colocar é barfômetra aqui!”
O problema não foi só a fala atravessada, mas a repetição: o bafômetro ou barfômetra, como ele poeticamente batizou virou personagem principal da noite. Em tom que oscilava entre a seriedade e o stand-up involuntário, ele continuou:
“Infelizmente, esse presidente não tá brincando. Já pedi ao assessor jurídico providência sobre os barfômetros. Aqui não é boteco, não!”. Só faltou pedir torresmo e gelar a sessão.
Embriaguez, confusão aritmética e piada pronta
Tudo começou quando a contagem de votos não bateu. Segundo o presidente, foram “quatro votos contrários”, o que, num passe de mágica política, virou… “nove”. Diante da dúvida matemática e talvez etílica, ele apelou para o álcool como metáfora (ou não).
“Aqui tem que fazer direito. Isso aqui não é casa séria. Aqui não é boteco, não!”, vociferou.
A frase foi dita duas vezes, como quem precisa reforçar o que nem ele parece acreditar. A essa altura, a dúvida já não era mais sobre projetos de lei, mas sobre a sobriedade institucional do legislativo oliveirense.
Riso ou vergonha?
Enquanto alguns vereadores aparentemente se divertiam ou se constrangiam em silêncio, o público nas redes sociais reagiu com espanto e deboche. “Se for instalar bafômetro, vai faltar ar no aparelho”, brincou um internauta. Outro questionou: “Será que o voto secreto é para esconder o teor alcoólico?”
Fato é que o tom da sessão foi qualquer coisa, menos republicano. E se há algo a ser tirado desse episódio, é a constatação de que a Câmara de Oliveira, ao menos por uma noite, flertou com o pastelão parlamentar.






