Durante audiência pública realizada nesta quinta-feira (10), na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), a deputada Lohanna (PV) contestou a postura do prefeito de Mateus Leme, que optou por se manifestar sobre a Serra do Elefante apenas por meio de nota no Instagram. O encontro abordou os riscos da especulação imobiliária e de atividades irregulares na região.
A ausência de representantes da administração municipal gerou revolta entre os participantes e foi duramente criticada pela parlamentar. Lohanna cobrou maior comprometimento da Prefeitura, destacando que o espaço adequado para o diálogo seria a Assembleia. “Prefeito, o lugar do debate é aqui. Vamos remarcar a audiência e ouvi-lo com respeito. A agenda do prefeito pode ser apertada, mas enviar o secretário de meio ambiente é o mínimo esperado”, afirmou.
O evento foi solicitado por defensores da Serra do Elefante, que ressaltaram sua relevância como patrimônio ambiental, histórico e cultural. Embora tenha sido reconhecida como Unidade de Conservação do tipo Monumento Natural desde 2008, a área ainda não conta com um plano de manejo, o que a torna vulnerável a ocupações irregulares, desmatamento e outros impactos. Além disso, parte da serra abriga vegetação de Mata Atlântica, protegida por legislação federal que impõe restrições ao uso do solo.
A audiência reuniu moradores, ambientalistas, membros da Associação Amigos da Serra do Elefante e outros defensores da preservação.
Próximos passos
Para dar continuidade ao tema, a ALMG realizará uma visita técnica à Serra do Elefante, investigando possíveis irregularidades, como parcelamento indevido de área rural e projetos de construção de condomínios em trechos protegidos pela Mata Atlântica.
Além disso, será encaminhado um pedido ao Ministério Público, sugerindo que a Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte suspenda a análise de processos de parcelamento do solo na Serra, diante de suspeitas de falhas nos licenciamentos ambientais.
A Comissão da ALMG também solicitará ao Tribunal de Contas do Estado a ampliação da fiscalização sobre autorizações de empreendimentos imobiliários na região, garantindo maior controle sobre o uso do território.






