Ontem, sexta-feira (14), a Escola Estadual Lauro Epifânio, localizada na Avenida Dolores de Aguiar Rabelo, no Bairro Interlagos, em Divinópolis, foi palco de um episódio alarmante de violência. Uma professora do turno vespertino foi agredida violentamente por uma mãe de aluno, que acabou sendo presa após a Policia Militar ter sido acionada para conter a mulher violenta.
Infelizmente, incidentes desse tipo não são isolados em Divinópolis. Casos de violência, tanto dentro quanto fora das salas de aula, evidenciam a necessidade de medidas de segurança mais adequadas nas unidades escolares. Uma das propostas discutidas e que foi arquivada pelo prefeito seria a implantação de uma guarda municipal, que poderia ter como uma de suas atribuições o policiamento e a proteção dos estabelecimentos de ensino.
Em resposta ao incidente, os funcionários da Escola Lauro Epifânio estão organizando uma ação de solidariedade e protesto. Na próxima segunda-feira, 17 de março, todos os profissionais da educação serão convidados a comparecer ao trabalho de vestidos de preto, simbolizando a luta contra a violência e a vulnerabilidade enfrentada pelos educadores. A comunidade escolar e a sociedade em geral são incentivadas a participar deste movimento em defesa dos profissionais da educação .
A violência contra professores não é uma realidade exclusiva de Divinópolis. Dados recentes apontam um aumento significativo desses casos em todo o país. Uma pesquisa realizada pela Nova Escola e pelo Instituto Ame Sua Mente revelou que, em 2023, oito em cada dez educadores sofreram algum tipo de agressão no ambiente escolar, representando um aumento de 20% em relação ao ano anterior. Dentre as agressões sofridas, a violência verbal aparece como a mais frequente, com 76,1% dos casos, seguida pela violência psicológica/moral, com 41,5 %
Esses números alarmantes reforçam a urgência de políticas públicas que garantam a segurança e a integridade dos profissionais de educação. A criação de uma guarda municipal dedicada ao policiamento escolar poderia ser uma medida eficaz para coibir atos de violência e garantir um ambiente de trabalho seguro para os educadores.
A participação de toda a comunidade é essencial para promover mudanças significativas. É fundamental que pais, alunos e sociedade civil se unam em prol de uma educação livre de violência, onde o respeito mútuo e a valorização do profissional da educação sejam prioridades .
A ação é uma iniciativa dos funcionários e acontecerá nesta segunda-feira, 17/03, na qual todos os funcionários irão como roupa preta, como uma forma de protesto. Participe
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