A atual administração municipal de São Sebastião do Oeste, agora sob o comando do prefeito Rômulo Beirigo, parece seguir os mesmos caminhos da gestão anterior, repetindo antigos problemas e criando novos. Apesar das promessas de mudanças, vários secretários do ex-prefeito Belinho foram renomeados, e há ainda denúncias de nomeações de parentes indiretos e até mesmo de um afilhado do novo chefe do Executivo. Com isso, aplica-se o famoso ditado popular: “TUDO COMO DANTE, NO QUARTEL DE ABRANTES”.
Entre os problemas que continuam sem solução, um dos mais graves envolve a organização dos plantões médicos no Pronto Atendimento da cidade. Em uma reunião realizada na última quarta-feira (12), na sede da prefeitura, um grupo de moradores e ex-pré-candidatos a vereador apresentou ao prefeito duas sugestões de projetos de lei. Um deles propõe a mudança na jornada de trabalho dos médicos, que atualmente fazem plantões ininterruptos de 24 horas.
Plantões longos comprometem qualidade do atendimento
A proposta apresentada prevê a substituição do atual modelo por plantões de 12 horas, prática recomendada pelo Conselho Federal de Medicina e adotada na maioria dos municípios. A justificativa para a mudança é que médicos que trabalham 24 horas seguidas podem comprometer a qualidade do atendimento, aumentando os riscos para a população. Além disso, os plantões são pagos de forma fracionada, ou seja, um médico que atua por 24 horas recebe o valor de dois plantões de 12 horas, onerando ainda mais os cofres públicos.
Além disso, durante a reunião, foi relatado que médicos que deveriam estar atendendo nos consultórios passam uma parte do tempo descansando nos quartos, em algumas situações até dormindo. Segundo os participantes, o município paga dois médicos para o atendimento diurno, mas, na prática, apenas um consultório fica aberto, pois os profissionais revezam horários de descanso.
Proposta de controle de horário dos médicos
Diante das denúncias, os participantes da reunião propuseram a doação de um cartão de ponto para controle dos plantões, garantindo que os médicos cumpram integralmente as horas de trabalho pelas quais são pagos. A expectativa é que o prefeito Rômulo Beirigo aceite a doação e implemente um sistema de fiscalização mais rigoroso.
A reunião contou com a presença do prefeito e do vereador Sirlan, sendo este o único representante do legislativo a comparecer. Os demais vereadores não participaram do encontro, o que gerou ainda mais descontentamento entre os presentes.
Os participantes reforçaram que a administração pública precisa ser transparente, e que não há justificativa para a falta de controle sobre a carga horária dos médicos. Segundo relatos, os profissionais são pagos para atender a população, e não para dormir durante o expediente.
Indignação da população
A situação dos plantões médicos e a falta de ação da nova administração geraram grande revolta entre os moradores, que esperavam mudanças com a nova gestão. No entanto, com a repetição de velhos problemas e a permanência de figuras da gestão anterior em cargos estratégicos, cresce a insatisfação com os rumos da administração municipal.
A população aguarda agora uma resposta do prefeito sobre as propostas apresentadas e cobra medidas concretas para garantir um atendimento de saúde mais eficiente e justo para todos.






