A situação de Adriano de Araújo Cruz, internado na UPA Padre Roberto desde o dia 10 de janeiro, trouxe à tona a crise na regulação de leitos hospitalares em Minas Gerais. Adriano, que está em estado gravíssimo, encontra-se na unidade há 17 dias, aguardando transferência para um hospital com especialidade em gastroenterologia.
Segundo o relatório médico, Adriano apresenta disfunção hepática grave, sinais de sepse de foco abdominal e outros agravamentos de saúde. Ele está internado no CTI da UPA, recebendo cuidados intensivos. Contudo, sua família afirma que os esforços para conseguir uma vaga hospitalar têm enfrentado dificuldades burocráticas.
O impasse da regulação
De acordo com a sobrinha de Adriano, o prefeito Gleidson Azevedo afirmou, em áudio, que a responsabilidade pelo caso é da Central Estadual de Regulação (SUSFácil), e não do município. A regulação, porém, não conseguiu vaga em hospitais da rede pública nem realizou a compra de leitos em instituições privadas, mesmo após a judicialização do caso.
A família recorreu a um defensor público, que aconselhou que buscassem orçamentos em hospitais particulares para agilizar o processo judicial. Segundo o defensor, apesar da decisão judicial favorável emitida no último sábado (25), o Estado frequentemente não age com a urgência necessária em casos como esse, deixando a família com a tarefa de pressionar por uma solução.
Posicionamento da UPA Padre Roberto
A direção da UPA, em resposta ao Divinews, informou que os dados do paciente são protegidos pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e que qualquer informação só pode ser divulgada com autorização da parte interessada. Contudo, ressaltou que Adriano está sendo assistido na sala de emergência e que já há um mandado judicial para garantir sua transferência.
A UPA destacou ainda que, por ser uma unidade de pronto atendimento, os pacientes deveriam permanecer no local por apenas 24 horas. A responsabilidade pela alocação de leitos é da Central Estadual de Regulação, que não deu respostas efetivas até o momento.
Críticas ao sistema de regulação
Uma fonte consultada pelo Divinews, com amplo conhecimento sobre os trâmites na saúde pública, criticou a ineficiência da Central Estadual de Regulação. Segundo ela, os responsáveis apenas registram os pedidos no sistema SUSFácil, mas não se esforçam para negociar a compra de leitos em hospitais privados, mesmo em casos judicializados.
Decisão judicial e responsabilidade do Estado
No domingo (26), a Justiça determinou que o Estado de Minas Gerais providencie imediatamente a internação de Adriano em um hospital da rede pública ou privada, sem custos para o paciente. A decisão ressalta a urgência do caso, considerando os riscos iminentes à saúde do paciente.
A sentença determina que, em caso de falha do Estado, o município de Divinópolis será subsidiariamente responsável pela internação. O cumprimento da decisão deverá ser informado ao Judiciário com a máxima urgência.
Enquanto Adriano de Araújo Cruz segue em estado gravíssimo, o caso expõe a ineficiência do sistema de saúde pública em lidar com situações de emergência. A família aguarda que o Estado cumpra a decisão judicial e garanta o direito à saúde previsto pela Constituição Federal.
O Divinews seguirá acompanhando o caso e informando a população sobre os desdobramentos.
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É muito triste ver um dovinpolitano à tanto tempo a espera de uma vaga. É desumano com o paciente e com a familia. Que se faça cumprir o que a lei determina. Força e contem com nossas orações.
O meu irmão estava nessas condições até falecer aí na upa, morreu em agosto de 2022, eu vejo isso passa o filme na minha cabeça
[email protected] Mais uma vez ,enganados ,com a melhorar da UPA antes da eleição,passou o povo é que se dane……ta aí a prova
Que situação triste de ver. Quanto descaso e falta de sensibilidade com a vida humana.
Nossa meu Deus que isso vai esperar acontecer oq pra arrumar uma vaga pra ele. A saúde de do país tá uma vergonha..
Eu fico indignada com esse prefeito que não liga pra ninguém,saúde 0,muita sacanagem ,muito roubo né,pagamos impostos e queremos saúde de qualidade, não dá pra ficar calada mais , não dá pra defender quem não está nem aí pra um rapaz trabalhador,pai de família,gente pelo amor de Deus,arruma uma vaga pra esse rapaz ,até com presidiário com tuberculose colocaram ele,sinceramente a saúde em Divinópolis está um caos se vc tiver dinheiro vc é tratado a pão de ló ,se não vc morre aguardando atendimento.@uaivitor
Um saúde pública e um descanso com o ser humano.
Nossa um descaso da saúde pública. Pedimos as autoridades responsáveis, no caso nosso prefeito Gleidson q nos ajude nesse momento de desespero da família. Sabemos q é de responsabilidade estadual, mas tbm sabemos q alguma coisa pode ser feita sim.