Eliandro Bastos, de 36 anos, preso desde o dia 21 de dezembro de 2024, foi liberado do Presídio Floramar, em Divinópolis, após a Justiça conceder um alvará de soltura na última terça-feira (31). Acusado de matar a facadas o empresário Kerli Fabrício, de 37 anos, durante uma confraternização em Cláudio, o caso está sendo tratado sob sigilo judicial. A defesa alega que Eliandro agiu em legítima defesa.
De acordo com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp), a saída de Eliandro do sistema prisional ocorreu no último dia de 2024, após decisão judicial que revogou a prisão preventiva. O advogado do acusado, Pedro Bispo, afirmou que o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) se manifestou favorável à soltura, justificando que não havia elementos que sustentassem a manutenção da prisão.
Entenda o caso
O crime aconteceu após um desentendimento entre patrão e funcionário. Segundo a Polícia Militar, Kerli havia informado a Eliandro que ele seria demitido da empresa Metal Polo Aramados e Montagem por ser considerado “um funcionário muito caro”. Eliandro, que era o funcionário mais antigo da empresa, reagiu de forma violenta.
Testemunhas relatam que a discussão continuou após a confraternização, na portaria da empresa. De acordo com a defesa, o empresário teria trancado Eliandro dentro do local, mas o funcionário conseguiu escapar. Do lado de fora, ele foi alcançado e arrastado até a entrada da empresa, onde ocorreu o ataque fatal com a faca encontrada no local.
Após o crime, Eliandro fugiu e pediu ao irmão que acionasse a polícia para que pudesse se entregar. Ele foi preso preventivamente e indiciado por homicídio qualificado por motivo fútil.
Defesa alega legítima defesa
O advogado de Eliandro sustenta que o ataque foi uma reação imediata à situação enfrentada por seu cliente no momento do crime. “Não há provas de que ele planejou ou desejou matar o patrão. Foi uma reação ao que estava enfrentando, algo que precisa ser analisado com cautela”, afirmou Pedro Bispo.
A conclusão do inquérito pela Polícia Civil, no último dia 27, apontou o acusado como autor do homicídio qualificado, mas detalhes da investigação não foram divulgados devido ao sigilo do caso.
Decisão judicial e libertação
No dia 30 de dezembro, a defesa de Eliandro protocolou um pedido para revogar a prisão preventiva. O Ministério Público concordou com o pedido, argumentando que não havia mais justificativa para mantê-lo preso. O juiz responsável deferiu o pedido no mesmo dia, autorizando a liberação.
Repercussão
A Metal Polo Aramados e Montagem lamentou a tragédia e destacou que a vítima e o acusado mantinham uma relação de amizade, tornando o ocorrido ainda mais inexplicável. “Kerli era um líder que acreditava no crescimento da empresa, e Eliandro era o funcionário mais antigo, sempre muito respeitado”, disse um porta-voz da empresa.






