Uma tragédia abalou a comunidade de Carmo do Cajuru no início deste ano. A pequena Aysla de apenas 2 anos, faleceu em Guarapari, onde estava com a família para celebrar a virada do ano. O que deveria ser um momento de alegria transformou-se em luto e dor.
A família, que embarcou em uma excursão de ônibus no dia 26 de dezembro rumo ao balneário, chegou a Guarapari no dia seguinte. No dia 28, amigos e familiares compartilharam nas redes sociais imagens de Aysla brincando em uma piscina, aparentemente saudável. No entanto, o quadro mudou drasticamente no dia 29, quando a menina começou a apresentar sinais de mal-estar.
Segundo relatos, Aysla foi levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade por três vezes entre os dias 29 de dezembro e 1º de janeiro. Em todas as consultas anteriores, os médicos diagnosticaram o quadro como uma gripe. Na manhã do dia 1º, com o agravamento de seu estado de saúde, a família retornou à UPA pela quarta vez. Desta vez, os médicos decidiram interná-la e realizar o procedimento de intubação. Contudo, o avanço da infecção já era irreversível, e Aysla faleceu às 16h30, vítima de uma infecção generalizada.
Informalmente, especula-se que a criança já apresentava sintomas gripais antes de partir de Carmo do Cajuru. A família, no entanto, acreditava que a condição da menina melhoraria durante a viagem. Essa informação, contudo, ainda não foi confirmada oficialmente.
Diante da tragédia, os pais, que enfrentam dificuldades financeiras – ele, Yuri, trabalha como gari e ela, Grazi, é dona de casa – recorreram a uma vaquinha virtual para custear o traslado do corpo da menina de Vitória, onde ela foi submetida a uma autópsia no Instituto Médico Legal (IML). Graças à solidariedade de amigos, parentes e desconhecidos, a família conseguiu arrecadar o valor necessário, cerca de R$ 7 mil reais. O corpo de Aysla será transportado para Carmo do Cajuru nesta quinta-feira, 2 de janeiro.
A comunidade está profundamente comovida com a perda da pequena Aysla. Amigos e vizinhos se mobilizam para oferecer apoio à família neste momento de dor insuportável. A história de Aysla também levanta questões sobre a qualidade do atendimento médico prestado à criança em Guarapari e a urgência de providências para evitar que tragédias como essa se repitam.
O sepultamento de Aysla será realizado em Carmo do Cajuru, em data e horário ainda a serem definidos pela família. Toda a cidade lamenta profundamente a perda de uma vida tão jovem e cheia de promessas.






