Alerta em Bom Despacho: Nenhum açougue possui alvará sanitário e três foram interditados

Mais de 570 kg de carne imprópria são apreendidos em operação conjunta que visa proteger a saúde da população

Publicado por: Redação

Em uma operação de fiscalização entre os dias 4 e 8 de novembro, mais de meia tonelada de carnes impróprias para consumo foram apreendida em Bom Despacho. A ação, coordenada pelo Procon-MG, em parceria com a Vigilância Sanitária e a Polícia Militar, fiscalizou 43 açougues, dos quais 23 foram autuados por irregularidades e três acabaram interditados por não atenderem às exigências de alvará sanitário e higiene.

A operação teve início a partir de uma denúncia contra um frigorífico da cidade, onde foram constatados maus-tratos aos animais e condições inadequadas de armazenamento. A partir dessa denúncia, a 1ª Promotoria de Justiça de Bom Despacho aprofundou as investigações e identificou que todos os açougues da cidade estavam sem alvará sanitário. A Promotoria, então, emitiu uma recomendação para que os proprietários regularizassem a situação em até 60 dias, visando garantir a segurança alimentar da população.

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No total, foram apreendidos 571,36 kg de carnes sem condições de consumo, uma quantidade significativa que reforça as preocupações das autoridades com a saúde pública. Segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o armazenamento inadequado e a falta de higiene nos estabelecimentos representam riscos graves, pois podem resultar na contaminação dos alimentos, aumentando o risco de intoxicações alimentares entre os consumidores.

A promotora de Justiça Luana Cimetta Cançado esclareceu que o foco da fiscalização é assegurar que a carne vendida aos moradores de Bom Despacho esteja dentro dos padrões sanitários. “Nosso trabalho não visa prejudicar o empresário ou o trabalhador, mas sim garantir que o produto comercializado esteja em condições adequadas de consumo. Assim, evitamos riscos como a intoxicação alimentar e outros problemas graves para a saúde”, afirmou a promotora.

O Procon-MG e a Vigilância Sanitária ressaltam que a população deve se manter atenta às condições dos produtos de origem animal e exigir a nota fiscal de suas compras, um comprovante de que o alimento foi adquirido de forma regular. A ação também serve como um alerta para que os comerciantes da cidade se adaptem às normas de segurança sanitária e higienização, assegurando, assim, um consumo seguro para todos.

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