A recente assinatura de um contrato pela Prefeitura de Divinópolis com a COPASA (Companhia de Saneamento de Minas Gerais) está causando revolta entre os moradores e principalmente produtores da zona rural do município. Em um movimento inesperado, o prefeito retirou a ARSAE (Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e Esgotamento Sanitário do Estado de Minas Gerais) do papel de fiscalização e a substituiu pela ARISMIG, uma pequena e pouco conhecida agência reguladora com sede em Boa Esperança. E o pior, no novo contrato passou a cobrar taxa de água das comunidades rurais.
Essa mudança, que surpreendeu e gerou questionamentos, culminou em um novo contrato que, segundo muitos, trouxe grandes desvantagens para Divinópolis. A mais impactante delas recai sobre a zona rural, onde quase uma centena de localidades, que até então não pagavam pelo uso da água, passarão a ser cobradas pela COPASA. A decisão gerou indignação entre produtores rurais, que agora terão de arcar com taxas de água para abastecer não apenas suas famílias, mas também suas criações de gado, aves e até mesmo animais domésticos como cães e gatos. Além disso, a água utilizada para irrigar hortas também será cobrada, criando um novo ônus para a produção local.
A revolta é palpável. Comentários de insatisfação e críticas severas à decisão do prefeito inundam as redes sociais e a imprensa local. Muitos produtores afirmam que essa decisão afetará gravemente suas atividades e temem pelo impacto econômico que essas novas taxas trarão para a agricultura e pecuária da região.
Essa mudança pode ter um impacto ainda maior nas eleições municipais. A zona rural, que tradicionalmente exerce uma forte influência nas urnas, parece estar em pé de guerra com a administração atual. Comentários acalorados indicam que essa decisão pode custar caro ao prefeito nas próximas eleições, principalmente entre os produtores que dependem diretamente da água para suas atividades e sustento.
Com essa movimentação controversa, o prefeito de Divinópolis pode estar caminhando para enfrentar uma dura reação política. A zona rural, já fortemente mobilizada, promete fazer sua voz ecoar nas urnas, exigindo explicações e, possivelmente, mudanças para reverter esse cenário que ameaça agravar a situação de muitos produtores locais.






