Estrondosa manifestação de bolsonaristas em Divinópolis, de cerca de 40 pessoas, pode ter preocupado Moraes, Ministro do STF

Publicado por: Geraldo Passos

Neste sábado,  7 de setembro, diversas manifestações estão marcando o Dia da Independência em várias partes do Brasil, refletindo as tensões políticas atuais. Em São Paulo, a Avenida Paulista é palco de ato organizado por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que protestaram em defesa do impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e ainda conforme eles, em defesa da democracia, da liberdade de expressão. Apesar do reconhecimento de que um afastamento imediato do magistrado é improvável, os bolsonaristas enxergam na manifestação uma oportunidade para intensificar a pressão política e acelerar a tramitação de propostas que buscam limitar o poder da Corte.

Entre as principais expectativas dos organizadores está o avanço de Propostas de Emenda à Constituição (PECs) direcionadas ao STF. Uma dessas PECs visa restringir as decisões monocráticas dos ministros, atualmente em debate na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. Os aliados de Bolsonaro esperam que a mobilização popular impulsione a aprovação dessas propostas pela CCJ e leve o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), a criar uma comissão especial para discutir as PECs e pautá-las para votação ainda em 2024. Além disso, a manifestação busca também, na análise deles,  reduzir a pressão que ministros do STF, como Moraes, têm exercido sobre o ex-presidente e seus aliados.

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Em Divinópolis, também aconteceu, de maneira extremamente tímida, quase inexistente. A aglomeração de aproximadamente cerca de 40 pessoas, ocorreu apenas na praça do Santuário. Quando o grupo de bolsonaristas se reuniu para entoar o Hino Nacional e fazer protestos, clamando pela saída do ministro Alexandre de Moraes do STF. O ato contou com a presença de figuras proeminentes do grupo de direita. Basicamente os mesmos que por dias a fio se reuniram em frente ao Tiro de Guerra para pedir intervenção militar e golpe na democracia. Entre eles um dos líderes do retrocesso democrático, o ex-promotor de Justiça Expedito Lucas, que em vídeo na insana época da tentativa de golpe apareceu em frenética dança dizendo que o presidente Lula, eleito democraticamente não poderia assumir.

O sargento Elton, ex-vereador que renunciou ao mandato e agora voltou  a concorrer novamente, também participou do ato contra o ministro Alexandre de Moraes. Entre eles estava também o ex-esquerdista, ex-sargento da PM, Newston Teodoro, que chegou a militar no Partido Comunista do Brasil, e PT,  e que foi ferrenho opositor ao  ex-prefeito Vladimir Azevedo, naquela época aliado do ex-governador Aécio Neves. Tal qual Bob Clementino, que já foi dirigente do sindicato dos metalúrgicos, ao lado do então presidente Beto Curi, ambos (Teodoro e Bo0b)  mudaram o radicalismo de lado, da esquerda para a direita.

Várias mulheres, algumas se autodenominando “bolsolindas” também estiveram presentes ao estrondoso ato, que fez os membros da mais alta corte do país ficarem preocupados com a adesão em uma cidade de 240 mil habitantes e com cerca de 140 mil eleitores..

O grande ato contra Xandão em Divinópolis começou por volta 9 horas e já as 12h30min, não havia uma viva alma na Praça do Santuário . Exceto o seu movimento normal, com crianças brincando e os cachorros correndo.

Divinópolis, que até que Bolsonaro ter sido eleito e assumido a presidência era um município mais ao centro. Sua quinada a direita se deu a partir do momento, não apenas da eleição do bolsonarista, mas a partir de adesão do clã Azevedo à extrema-direita, aderindo de ultima hora as bandeiras bolsonaristas. Mas se Marçal se firmar no cenário político nacional eles viram a casaca novamente. Não são raiz em nada.

 

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