Eduardo Bolsonaro, deputado federal licenciado (PL-SP), reagiu com indignação à operação da Polícia Federal que teve como alvo o ex-presidente Jair Bolsonaro, nesta sexta-feira (18), afirmando que o ministro Alexandre de Moraes “redobrou a aposta” com as novas medidas cautelares determinadas pelo Supremo Tribunal Federal.
O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) se manifestou nas redes sociais nesta sexta-feira (18/7) sobre a operação da Polícia Federal que teve como alvo seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e também endereços ligados ao Partido Liberal, em Brasília. Em publicação escrita em inglês, Eduardo declarou que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), “double down” — expressão usada para indicar que alguém redobrou sua aposta, mesmo diante de riscos ou críticas.
A operação faz parte da Petição 14129, que tramita sob sigilo no STF, e resultou na imposição de medidas cautelares rigorosas contra o ex-presidente. Entre elas, estão a obrigatoriedade do uso de tornozeleira eletrônica, proibição de uso de redes sociais, restrição de contato com outros investigados e diplomatas estrangeiros, além de recolhimento domiciliar noturno, das 19h às 7h.
Eduardo Bolsonaro relacionou a ofensiva judicial a uma recente carta publicada por Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos, que manifestou apoio a Jair Bolsonaro e acusou as autoridades brasileiras de promoverem uma perseguição política contra seu aliado no Brasil.
“Alexandre de Moraes double down”, escreveu Eduardo, reforçando a tese de que o magistrado intensificou a pressão sobre o ex-presidente mesmo após declarações internacionais de apoio.
A operação também atingiu endereços ligados ao PL, partido que abriga Bolsonaro e diversas lideranças da oposição. Até o momento, o conteúdo dos mandados e os desdobramentos judiciais permanecem sob sigilo.
Aliados do ex-presidente têm alegado que as medidas representam um cerco político-judicial, enquanto juristas defendem que o STF está agindo dentro dos limites da legalidade constitucional, diante de indícios de crimes em investigações anteriores.






