CEFET e UFSJ seguem com reivindicações de seus direitos durante greve

Publicado por: Lorena Moura

O Divinews participou, nesta segunda-feira (10), de uma reunião em que os servidores da Educação Superior das universidades federais em Divinópolis se uniram para explicar as questões que ainda mantém as instituições em greve. O eixo norteador da discussão foi a reestruturação do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação (PCCTAE) com orçamento necessário, incluindo a recomposição salarial.

Entre os assuntos tratados, foi pontuado a necessidade de na recomposição orçamentária das instituições, no mínimo ao patamar de 2015, trinta horas semanais para todos os funcionários; reposicionamento dos aposentados; deposição dos reitores interventores e fim das normativas que dificultam o direito à insalubridade.

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Antônio Guimarães, professor universitário do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet), afirma que nesta semana haverá um encontro da categoria para novas rodadas de negociações com o Governo Federal. Ele ainda explica que com a volta desses “recursos congelados”, a vida das instituições retorna a certa normalidade no custeio de despesas como água, energia, internet, salários dos educadores, bolsas de pesquisas e extensão, entre outros.

Histórico da Greve

Professores e servidores de cerca de 60 universidades federais e de mais de 39 institutos federais de ensino básico, profissional e tecnológico estão em greve desde o dia 15 de abril. Balanços das entidades mostram que a paralisação alcança mais de 560 unidades de ensino de 26 unidades federativas. Eles pedem, entre outras medidas da contraproposta, a recomposição dos salários em 4,5% ainda este ano.

Na reunião com os reitores das universidades Lula diz que a greve tem tempo para começar e também para terminar e é preciso que as lideranças sindicais tenham “coragem de acabar com a greve”. “A única coisa que não se pode permitir é que uma greve termine por inanição, a única coisa que não pode acontecer, porque se ela terminar assim, as pessoas ficam desmoralizadas. Então o dirigente sindical tem que ter coragem de propor, ele tem que ter coragem de negociar, mas ele tem que ter coragem de tomar decisões que muitas vezes não é o ‘tudo ou nada’ que ele apegou”, disse.

 

Proposta do Governo Federal

Em 15 de maio, a pasta apresentou o que chamou de proposta final. O governo oferece aumentos de 13,3% a 31% até 2026, com os reajustes começando em 2025. As categorias que recebem menos terão os maiores aumentos. Quem ganha mais terá menor reajuste.

Com o reajuste linear de 9% concedido ao funcionalismo federal em 2023, o aumento total, informou o MGI, ficará entre 23% e 43% no acumulado de quatro anos. A pasta ressaltou que o governo melhorou a oferta em todos os cenários e que os professores terão aumento acima da inflação estimada em 15% entre 2023 e 2026.

A proposta anterior previa reajuste zero em 2024, 9% em 2025 e 3,5% em 2026. Somado ao reajuste linear de 9% concedido ao funcionalismo federal no ano passado, o aumento total chegaria a 21,5% no acumulado de quatro anos.

 

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