Irmã do médico cruelmente morto em BH, em entrevista ao Divinews fala sobre a crueldade do assassino Victor Dornas; a falsa justificativa de surto e de legitima defesa

Publicado por: Redação

Ângela Soares Garcia se manifestou ao Divinews nesta última segunda-feira (24), muito triste disse que infelizmente a família foi surpreendida com a brutalidade do assassinado do seu irmão, o médico Vinicius Soares Garcia, morto com 29 facadas por  Victor Dornas. A irmã do médico falou do histórico profissional dele, a sua luta para chegar aonde chegou e se formar por sua própria força de vontade. Sobre as homenagens que foram e estão sendo feitas nas redes sociais. E o brilhante futuro que teria pela frente e que sempre teve o foco no bem estar dos seus pacientes, enfim das pessoas. A seguir narrou os fatos, que vão além do Boletim de Ocorrência que foi feito pelo autor do crime, o assassino confesso Victor Dornas Ribas.

Ângela estranha que o assassino tenha deixado o apartamento as 4h20min da madrugado e somente as 16 horas é que aconteceu uma ligação para a PM, de uma suposta prima do autor informando que tinha acontecido uma briga de facas no apartamento de Vinicius e que ele poderia estar machucado ou até mesmo morto.

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‘É estranho que uma luta corporal entre dois homens adultos de 30 anos ninguém tenha ouvido nada. Nenhum vizinho reclamou de barulho ou qualquer coisa estranha no apartamento, ninguém ouviu essa tal luta corporal”, contou Ãngela.

Como todos que estão acompanhando o caso, a irmã de Vinicius estranha muito que alguém com surto psicótico tenha o discernimento de procurar o seu psiquiatra. “Isso é incomum”.

“A perícia precisa elucidar onde foram os primeiros golpes, as primeiras facas. Meu irmão estava com marcas nas duas mãos, o que denota que ele tentou se defender. Ele foi esfaqueado nas costas, no peito e no pescoço. E como o assassino pode alegar legitima defesa, se repetiu o gesto por 29 vezes”, lamentou a irmã.

Depois o assassino saiu e foi para a casa de um primo que não o atendeu e ai ele foi buscar o psiquiatra. “Infelizmente o ser humano é assim ajuda o outro a se livrar de um crime (referindo-se ao atendimento do psiquiatra). E o encaminha para um hospital.

Diferente da versão do assassino Victor de que conhecia Vinicius há apenas 15 dias, Ângela explica que não é verdade eles se conheciam há mais tempo. Uma amiga de Vinicius disse em rede social que era no mínimo dois meses, e que inclusive os dois estavam usando alianças de compromisso e ainda que havia uma programação para que em breve estariam em Divinópolis com os familiares.

“As investigações e a pericia vão dizer o que ele, o assassino Victor fez após sair do apartamento do meu irmão as 4h20min e somente as 16h30min é que ocorreu o aviso para a polícia – É muito fácil falar de alguém que não está mais aqui”.

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A expectativa de Ângela é que a Justiça será feita e mantará o assassino na prisão para ele pagar pelo que fez. “Ele vai pagar na Justiça dos homens e na Justiça divina”.

 

 

 

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