Em jogo combinado de cartas marcadas com o Comutran, prefeito de Divinópolis mais uma vez usa reajuste da passagem de ônibus para se promover

Publicado por: Redação

Mais uma vez o prefeito Gleidson Azevedo fez tabelinha com o Comutran, Conselho Municipal de Trânsito, para se promover como “salvador da pátria” e barrar o aumento do preço da passagem do transporte público em Divinópolis. Por trás do teatrinho populista para deixar a população preocupada com o reajuste, o prefeito e o Comutran já sabiam que nada iria mudar.

No último dia 26/12 o Conselho Municipal de Trânsito de Divinópolis, o Comutran, apresentou à prefeitura um estudo tarifário do transporte público em Divinópolis. O conselho é formado por diversos membros, incluindo servidores da prefeitura e é presidido pelo Secretário Municipal de Trânsito Lucas Estevam, ou seja, tem forte influência da própria prefeitura.

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O Comutran então sugeriu à prefeitura que o valor da passagem de ônibus em Divinópolis, atualmente em R$ 4,15, fosse reajustado para R$ 4,51. De acordo com o conselho, a justificativa seria o aumento no preço de insumos usados pelo transporte público, como o combustível, além do reajuste salarial dos motoristas e outros funcionários das empresas de ônibus.

Após a sugestão encaminhada ao Comutran, cabia ao prefeito Gleidson avaliar as planilhas e aprovar, ou não, a tarifa proposta pelo conselho. Diante do possível aumento na passagem, a população ficou preocupada e o caso gerou uma grande repercussão em Divinópolis. A esperança de que a reajuste fosse barrada estava toda depositada no prefeito salvador da pátria.

O preço da passagem em Divinópolis está “congelado” em R$ 4,15 desde 2020. Para subsidiar o transporte público na cidade, a prefeitura anunciou que iria fazer repasses ao consórcio responsável. Em 2022 o aporte foi de R$ 8,6 milhões, sendo que R$ 5,6 milhões saíram do caixa do município e R$ 3 milhões do Governo Federal.

Após alguns dias com a população apreensiva devido ao possível aumento, o prefeito anunciou nesta sexta-feira (30) que havia decidido barrar o reajuste. E, desta forma, Gleidson conseguiu o palco para se promover como grande salvador.

É no mínimo estranho tentar entender como a história se desenrolou. O Comutran, presidido por um secretário municipal e com participação de vários outros subordinados de Gleidson, envia ao prefeito uma sugestão para aumentar a passagem. E Gleidson, dias depois, decide barrar o reajuste. O que acontece, na realidade, é um jogo de cartas marcadas.

O próprio Comutran, com influência direta do prefeito, já sabia que o valor da passagem não seria recalculado. Mas, para conseguir fazer barulho e dar palco para Gleidson, encaminha a sugestão já sabendo que a proposta não seria aprovada. Foi só uma articulação ensaiada para o prefeito conseguir alguns likes na internet.

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  1. Jão disse:

    Cambada de picaretas, tudo um bando de safado fazendo a população de trouxa.

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