ESCÂNDALO: Servidor só começou a receber adicional de periculosidade após ter sido nomeado como assessor de gabinete do prefeito de Divinópolis


O Ato Administrativo assinado pelo secretário de Administração Thiago Nunes e pela diretoria Syulla Rocha comprova que servidor Demétrio Bento da Cruz, passou a receber adicional de periculosidade somente após ter sido nomeado como assessor de gabinete de Gleidson Azevedo, prefeito de Divinópolis, irmão do senador eleito Cleitinho Azevedo – Segundo o decreto 14.570, Demétrio foi nomeado como assessor em 12 de agosto de 2021 e já em 22 de outubro de 2021, ou seja, dois meses depois, por meio de um Ato Administrativo assinado pelo Secretário de Administração, Thiago Nunes Lemos e a diretora administrativa Syulla Rocha Rodrigues, o já assessor passou a receber o adicional de periculosidade, retroativo a 10 de setembro – Somente em 13 de maio de 2022, quase um ano depois é que o secretário Thiago, também pelo Ato administrativo 453/2022 suspendeu o adicional.

Anteriormente, Demétrio Bento, ocupou o cargo de Gerente de Operações de Máquinas e Transportes, na Secretaria Municipal de Operações e Serviços Urbanos (SEMSUR), que segundo informações do próprio ao Divinews, na tarde desta quarta-feira (23), tinha como função básica fiscalizar as obras da COPASA no município, para passar o relatório ao prefeito. Porém, nesta função, ainda de acordo com o próprio ele não recebia adicional de periculosidade, porque diz ele, trabalhava em um carro.

Demetrios justificou ao Divinews que fazia jus ao adicional de periculosidade já na sua nova função de assessor de gabinete. Por que existia um “trato” de que sua função continuaria a ter “outras atribuições” que seria a continuidade na fiscalização das obras da Copasa, agora sendo feita direto do gabinete do prefeito.

Contudo, afirmou ele, após uma moto que estava no pátio da Prefeitura, que ele afirmou ao Divinews ser uma motocicleta  velha, e que já chegou a consertá-la com dinheiro do seu próprio bolso, ter sofrido uma tentativa de furto. Ele parou de realizar a fiscalização. Entretanto não soube precisar que data foi essa que ele parou com a função fiscalizatória em cima da Copasa.

O servidor tentou explicar ainda ao Divinews, por ocasião de sua ligação para solicitar ao site direito de resposta,  que o adicional de periculosidade lhe era devido pela lei federal de 2014 assinada pela presidente Dilma Roussef, “em que diz que toda pessoa que se desloca em cima de uma moto faz jus a periculosidade”, explicou ele.

Finalizou dizendo ainda que ele estava dentro da legalidade por que houve um parecer favorável do órgão municipal CREST (Centro de Referência em Saúde e Segurança do Trabalhador) à concessão do seu benefício.

É possível que diante de tantos afazeres, Gleidson Azevedo sequer tenha tido conhecimento do pagamento de tal adicional de periculosidade, também tenha sido um ato do secretário de Administração Thiago Nunes. Mas como é de direito a responsabilidade do prefeito por todos os atos administrativos que ocorrem na Prefeitura poderá recair sobre ele a denúncia que o vereador Ademir Silva estuda fazer ao Ministério Público, pedindo que os valores recebidos indevidamente sejam ressarcidos aos cofres públicos.

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11 comentários em “ESCÂNDALO: Servidor só começou a receber adicional de periculosidade após ter sido nomeado como assessor de gabinete do prefeito de Divinópolis

  • 25 de novembro de 2022 em 15:33
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    E nos que trabalhamos no setor de vigilancia.das escolas e repartiçoes publicas aqui pela Emop, que desrespeita a lei e nao paga a periculosidade pra gente. cade os vereadores pra peitar a Emop pra gente?? Sera que tem algum? ou e so pra colocar nome em rua que eles servem? vamos ver pq a lei nos assegura receber e a empresa nao PAGA. favor todos funcionarios da Emop vamos nos.unir e pedir nossos direitos.

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  • 24 de novembro de 2022 em 22:13
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    Não é o Cleitinho famoso defensor dos fracos e oprimidos que depois de eleito estava ao lado de Zema e Bolsonaro, tudo bem afinal é mais um cidadão de bem de Divinópolis que logo mudará seu nome pra Dividópolis!

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  • 24 de novembro de 2022 em 11:22
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    Essa turminha é muito incompetente ou mal intencionada mesmo. Tá cheio de amiguinhos dos reis recebendo gratificações e outros valores que não fariam jus. Mas a nega na legislação tá comendo solta. Cadê o MP nesta cidade?

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  • 24 de novembro de 2022 em 08:55
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    O pior de tudo é saber que não vai dar em nada

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  • 24 de novembro de 2022 em 08:20
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    Cambada de safados, canalhas bolsonaristas, essa a família de bem brasileiro, esqueci era o PT que gosta de maracutaia, denuncie no MP urgente…

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  • 24 de novembro de 2022 em 06:51
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    Uma pena que Divinópolis só tem três versões da oposição. Que fiscalizam e recém sei trabalho direito. Porque o resto são todos aproveitadores.

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  • 24 de novembro de 2022 em 06:49
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    Vergonha nacional este Prefeito, juntamente com seu secretariado e este puxa sacos da matéria.

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  • 23 de novembro de 2022 em 21:42
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    Uai, não é este secretário que foi escolhido por ser o grande conhecedor das entranhas do serviço público.
    Se foi ele que recomendou isso, tá fazendo é um desserviço para a gestão.
    Abre o olho prefeito.

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  • 23 de novembro de 2022 em 19:07
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    Esse secretario THIAGO PUXA SACO DA VICE JANETE ja passou da hora de ser exonerado o cara so poe o prefeito maluquinho em enrrascadas

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  • 23 de novembro de 2022 em 18:16
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    Só quero saber se o meliante vai devolver a quantia aos cofres públicos, ou o município será prejudicado por um rascunho de secretário.

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Comentários

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