“Elementar, meu caro Watson”.


Quem não conhece a célebre frase, o chapéu característico, o cachimbo o apartamento na Baker Street? O Café com Leitura de hoje vai falar do detetive mais famoso do mundo. Sherlock Holmes permeia o imaginário de muita gente, leitor ou não.

O personagem, criado em 1887 pelo escritor e médico escocês de cidadania britânica, Arthur Conan Doyle, é um personagem tão conhecido na literatura e no cinema que se confunde com uma pessoa real.

A primeira vez que os métodos de investigação de Holmes, baseados na lógica dedutiva, apareceram na literatura foi em 1887, na história “Um estudo em Vermelho”, publicado inicialmente como um conto na  revista Beeton’s Christmas Annual, de Londres. O sucesso foi tamanho que logo virou livro. O detetive mais popular do mundo é protagonista em nada menos que 60 histórias, entre romances e contos de Doyle.

“Um estudo em vermelho” é o primeiro crime que Holmes desvenda com o apoio do seu fiel amigo e parceiro, o médico do exército, Dr. Watson. O livro retrata o dia em que os dois se conheceram e passaram a dividir o apartamento na famosa Baker Street, 221b. Assim que o médico tem o primeiro contato com o detetive, fica claro o fascínio e a curiosidade que a irreverência e a excentricidade de Holmes são capazes de exercer sobre nós.

A trama é simples, mas original. Uma morte, nenhum suspeito, pistas imperceptíveis, sangue, nenhum ferimento e policiais perdidos! Só mesmo Sherlock Holmes é capaz de desvendar esse mistério.

A história é narrada em primeira pela pessoa pelo Dr. Watson, que decide retratar em um diário todas as aventuras de Holmes. Os diálogos são fluidos e a ambientação nos faz sentir caminhando pela Londres do século XIX.

No meio do livro há uma ruptura na narrativa, que parece começar a contar uma outra história. De Londres em 1881, passamos ao deserto 20 anos antes. Trata-se do preâmbulo que explica o motivo do assassinato. A história dentro da história para contextualizar o crime é mais uma das genialidades de Doyle. 

Um estudo em vermelho é uma ótima pedida pra começar a leitura dos clássicos do detetive mais famoso do mundo.

 

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