Rodrigo Pacheco cobra investimentos de países ricos na preservação do meio ambiente de nações em desenvolvimento


Em sua primeira reunião de trabalho, ontem,  segunda-feira (8), na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2021 (COP26), em Glasgow, o presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), relembrou a necessidade do cumprimento do Acordo de Paris no tocante a investimentos de países ricos nas nações em desenvolvimento para a preservação do meio ambiente. Pacheco se reuniu com o enviado especial do clima do governo chinês, Xie Zhenhua, e delineou ao principal negociador diplomático da China em questões ambientais a ampla parceria comercial entre as nações como mote para estabelecer a conciliação entre o desenvolvimento econômico e a preservação ambiental. 

Nesta linha, Pacheco reforçou que os investimentos estão previstos no Acordo de Paris como obrigação dos países desenvolvidos para as nações em desenvolvimento, como o Brasil. “Há uma consciência no nosso país hoje da necessidade da preservação ambiental, que vem da própria sociedade brasileira. Todos sabem que o desenvolvimento industrial, o desenvolvimento do agronegócio, precisam estar alinhados com as regras ambientais. E, para isso, precisamos fazer nossas exigências junto à comunidade internacional, que são os investimentos próprios desse grande acordo para salvar o planeta”, afirmou.

O senador mineiro considerou a COP26 como uma “grande oportunidade” para alinhavar a questão. “Conversamos muito sobre a importante parceria que existe entre Brasil e China em diversos aspectos de desenvolvimento. E os dois países têm a plena compreensão de que este processo de desenvolvimento precisa estar alinhado com as regras ambientais, e a China tem nos auxiliado dentro da lógica de que o Brasil para ter o desenvolvimento e para preservar as nossas florestas e o nosso meio ambiente, precisa se valer dos investimentos necessários para isso”, disse.

Congresso

O presidente do Senado elogiou a China pelos investimentos feitos nos projetos de energia eólica e solar, áreas de interesse do Brasil, e pelo lançamento do mercado de carbono, que estabelece um limite de volume de gases de efeito estufa que as empresas podem lançar. Projeto semelhante sobre o tema tramita no Congresso Nacional. Além disso, Pacheco destacou que o Senado possui, desde 2004, o Grupo Parlamentar Brasil-China, com o intuito de estabelecer cooperação entre as duas nações.

“As negociações são feitas pelo Executivo, por meio do Ministério do Meio Ambiente, mas o Congresso brasileiro, no entanto, fiscaliza, acompanha e tem suas próprias posições. Portanto, esse primeiro encontro nosso na COP26, com o alto representante da China sobre questões climáticas, foi muito proveitoso dentro da linha de que nós temos que estabelecer essa cooperação recíproca com um importante parceiro comercial nosso que é a China”, declarou Rodrigo Pacheco.

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