Dilma e demais líderes do Brics defendem mudanças no sistema monetário internacional

Publicado por: suporte

As informações são da agência estatal da China, a Xinhua. “A crise financeira internacional expôs as insuficiências e deficiências do atual sistema monetário e financeiro internacional”, diz a declaração emitida depois da reunião de cúpula dos líderes dos países do Brics.

Para Dilma Rousseff, o presidente russo, Dmitry Medvedev, o primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, e o presidente sul-africano, Jacob Zuma, é fundamental alterar as estruturas do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI) considerando os avanços alcançados por esses países no cenário internacional.

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O assunto foi tema da terceira cúpula dos países do Brics, reunidos na China. Para os presidentes e o primeiro-ministro indiano, a estrutura de gestão das instituições financeiras internacionais deve refletir as mudanças na economia mundial e aumentar a voz e a representação das economias emergentes, bem como as nações em desenvolvimento.

Os líderes dos cinco países apelaram ainda para que sejam intensificadas a fiscalização financeira internacional e a reforma para melhorar a coordenação política, bem como a regulação financeira e supervisão de cooperação para promover o desenvolvimento dos mercados financeiros e sistemas bancários.

Durante a reunião hoje, Dilma, Hu Jintao, Medvedev, Singh e Jacob discutiram a recuperação econômica mundial – que até o fim do ano passado ainda estava sob a sombra das incertezas causadas pela crise que atingiu principalmente os Estados Unidos e outros países ricos.

Segundo os líderes, as principais economias devem coordenar suas políticas macroeconômicas para estimular um crescimento seguro, sustentável e equilibrado de forma global. Juntos, os países que compõem o Brics representam 40% da população mundial e 18% do comércio do mundo.

De 2003 a 2010 houve um aumento de 575% na corrente de comércio entre o Brasil e os países do Brics (as trocas passaram de US$ 10,71 bilhões em 2003 para US$ 72,23 bilhões em 2010). Cálculos preliminares indicam que o comércio total entre esses países passou de US$ 38 bilhões em 2003 para US$ 143 bilhões em 2009 e para US$ 220 bilhões, em 2010.

Fonte: Agência Brasil

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