Sem consenso, começa etapa decisiva de conferência sobre mudanças climáticas

Publicado por: suporte

Talvez a mais importante delas seja a gestão do fundo de Adaptação, um instrumento criado para ajudar os países mais pobres do planeta a enfrentar as conseqüências do aquecimento global, e a reforma dos Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL).

Yvo de Boer, o mais alto representante da ONU para mudanças climáticas, se mostrou satisfeito com os “pequenos avanços” feitos na Polônia, mas destacou que a questão do fundo terá que ser resolvida pelos ministros de Meio Ambiente.

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“Como essas discussões vão acabar, não sei. Mas se não houver acordo, os ministros podem ter que voltar a discutir isso”, disse Boer, acrescentando que, apesar disso, considera que “o copo está quatro quintos cheio”. Na terça-feira, Boer afirmara que “o copo estava três quartos cheio”.

ADMINISTRAÇÃO DO FUNDO – O impasse gira em torno de quem deve administrar este fundo. A China e outros países em desenvolvimento defendem acesso direto, enquanto outros preferem que ele seja gerenciado por instituições internacionais, como o Banco Mundial.

O chefe dos negociadores brasileiros na conferência da ONU, o diplomata Luiz Alberto Figueiredo Machado, também se mostrou otimista com os avanços, embora reconheça que houve pouco progresso na questão sobre financiamento. “O pacote de financiamento andou menos do que eu gostaria”, afirmou.

O ministro do Meio Ambiente do Brasil, Carlos Minc já está na Polônia para as discussões.

Para Saleemul Huq, diretor do grupo de mudança climática do Instituto Internacional para Desenvolvimento e Meio Ambiente (IIED, na sigla em inglês) e especialista em adaptação, os atrasos não assustam. “Não estou preocupado. Me surpreenderia muito se não sair um acordo sobre o fundo. Essas coisas sempre ficam para a última hora”, disse Huq à BBC Brasil.

O secretário-executivo Yvo de Boer também afirmou que as negociações para reformar o MDL esbarram na inclusão ou não dos chamados CSS, a sigla em inglês para armazenamento e captura de carbono – tecnologias que podem ser usadas, por exemplo, em usinas termoelétricas de carvão.

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O MDL é um instrumento criado pelo Protocolo de Kyoto que possibilita o investimento de países ricos em tecnologias limpas em países em desenvolvimento. A contrapartida é que as reduções obtidas a partir desses projetos de MDL contam para as metas do país investidor.

O último impasse a ser superado pelos ministros até sexta-feira é a questão da transferência de tecnologias “verdes” de países ricos para países em desenvolvimento.

As Nações Unidas trabalham com a idéia de que em dezembro de 2009 estará pronto o rascunho de um tratado para a redução de emissões de gases do efeito estufa para substituir o Protocolo de Kyoto, que expira em 2012. Poznan marca a metade deste caminho.

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