Redes Sociais massacram Cleitinho Azevedo (CDN) por votação favorável em projeto que envolve Identidade de Gênero


Por voto favorável ao PL 2.316/2020 de autoria do deputado petista André Quintão, que determina a imposição de sanções a pessoa jurídica por ato discriminatório praticado contra qualquer pessoa em virtude de sua orientação, o deputado Cleitinho Azevedo está sofrendo um violento ataque nas redes sociais, com o envio sistemático de cards e postagem no Facebook e Instagram  – A assessoria do parlamentar chegou a desmentir sua votação, a classificando como Fake News.

Em plenário o deputado Bruno Engler explicou que o projeto do deputado petista estabelece uma multa que pode ultrapassar a mais de R$ 170 mil reais para qualquer tipo de discriminação contra alguma pessoa em razão de sua orientação sexual, sua identidade de gênero ou sua expressão de gênero. Engler, defendendo sua posição contrária a aprovação do projeto chegou a simular uma situação que no entendimento dele pode ocorrer: “se o dono de um estabelecimento impedir um travesti de adentrar o banheiro feminino, ele pode ser multado em mais de R$170.000,00. E pior, aqui diz que não impõe nenhuma característica física de cirurgia ou coisa que o valha. Então qualquer pessoa que se disser identificada com o gênero oposto, assim tem de ser tratada. Então chega um marmanjão de 1,90m, barbudo, e diz que se sente mulher, ele pode acessar qualquer espaço destinado a mulheres dentro de um estabelecimento. Ele pode adentrar o banheiro feminino, junto com as mulheres, junto com as meninas que ali frequentam. Isso é uma coisa muito perigosa”

O parlamentar seguir com seu encaminhamento contrário a aprovação do projeto: “A gente vê, com essa questão da ideologia de gênero no mundo, abusos aumentando. A gente teve um caso na Inglaterra de um estuprador que foi preso. Ele se declarou transgênero, foi para prisão feminina e estuprou as detentas. Ele usou desse politicamente correto imposto na Inglaterra, de que a pessoa que se declara transgênero tem de ir para prisão feminina, para abusar de outras detentas. Nós temos um caso, nos Estados Unidos, de uma mulher trans, que é um homem biológico que se entende como mulher, que abusou de uma criança em um banheiro, e a gente cria aqui um precedente para impedir que qualquer funcionário ou dono de estabelecimento possa agir na proteção das mulheres de Minas Gerais”

Ao final, Bruno Engler para tentar adiar a votação do projeto, deu sua última cartada fazendo um encaminhamento para adiar a votação do projeto, no que foi derrotado: “É muito perigoso o precedente que esse projeto abre. Nós já temos uma lei que impede a discriminação contra os homossexuais. Essa é uma ampliação do escopo muito perigosa, que acaba com o conceito de homem e de mulher em Minas Gerais e expõe a risco as mulheres e as meninas mineiras. Acho que é um projeto muito complexo, muito perigoso. A gente precisa de mais tempo para se debruçar sobre ele. Por isso, o requerimento de adiamento de discussão”.

Defendendo a aprovação do polêmico projeto, o deputado André Quintão (PT), após dar seu voto contrário ao adiamento da votação do projeto se manifestou: “Todos os deputados e deputadas têm o direito de colocar seu projeto em votação. Na questão do mérito, cada um pensa como quer aqui. Eu respeito muito a forma de pensar dos deputados e das deputadas. Tem gente que acha que é melhor comprar fuzil que comprar feijão. Tem gente que acha que criança ou jovem que tem alguma deficiência atrapalha o ensino público. Tem gente que pensa assim. Tem gente que acha que a pandemia é gripezinha. Tem gente que acha que a vacina é ruim. Tem gente que é contra usar máscara na pandemia. Eu respeito. Eu discordo, mas respeito. Então vamos para o voto. Quem for contra a homofobia, quem respeita a liberdade das pessoas, quem quer uma Minas libertária com democracia vai derrotar o requerimento do deputado Bruno Engler”.

O resultado da votação do pedido do deputado Bruno Engler em adiar a votação do projeto foi que 18 deputados votaram favoráveis ao adiamento e 24 votaram contrário ao adiamento, entre eles estão os deputados Cleitinho Azevedo (CDN) e Fabio Avelar (Avante)

Na apreciação do projeto em si, mais uma vez o deputado Bruno Engler tentou fazer com que a matéria sobre ideologia de gênero não fosse aprovada

“É para acabar com o conceito de homem e de mulher em Minas Gerais. E qualquer um que se disser identificado com outro gênero vai poder frequentar os espaços destinados a essas pessoas. Mesmo aqueles que eventualmente não sofram de disforia de gênero, podem se valer dessa lei para fazer covardia com as mulheres mineiras. Então a gente pode ter homens que não têm a condição psicológica, psiquiátrica, da disforia de gênero, que dizem ser mulheres para frequentar banheiros femininos, vestiários femininos e praticar atos de covardia contra mulheres e meninas mineiras”

A deputada também petista, Beatriz Cerqueira na discussão rebateu a fala de Bruno Engle dizendo que ninguém ficará em perigo com a aprovação do projeto: “Não tem ninguém que vai ficar em perigo com esse projeto. As mulheres não ficam em perigo com esse projeto, as crianças não ficam em perigo com esse projeto. É importante a gente separar o nosso debate ideológico, que faz parte do Parlamento, do que é fato e do que é concreto dentro de um projeto de lei. Assim como nós hoje estamos respeitando a construção de todos os colegas parlamentares e todos os projetos que estão aqui em votação, esse projeto é importante para muita gente”

Finalizando a discussão da matéria no plenário da ALMG, o autor do projeto André Quintão, reafirmou que o projeto busca inibir a prática discriminatórias, e homofóbicas no ambiente de trabalho. “Quem quer respeitar as pessoas no ambiente de trabalho, questões relacionadas à orientação sexual sejam levadas em conta no relacionamento profissional votará de acordo com o nosso projeto; ou seja, quem quer o respeito às pessoas vota a favor. Então, não há nada desse negócio de risco contra a criança, de risco contra a mulher. Até entendo, o deputado usou isso para que os deputados possam eventualmente votar contra o projeto”

VOTAÇÃO DO PROJETO

Votaram “sim”

Alencar da Silveira Jr. (PDT) Ana Paula Siqueira (REDE) André Quintão (PT) Andréia de Jesus (PSOL) Arnaldo Silva (DEM) Beatriz Cerqueira (PT) Bernardo Mucida (PSB) Betinho Pinto Coelho (SOLIDARIEDADE) Betão (PT) Braulio Braz (PTB) Celinho Sintrocel (PCdoB) Cleitinho Azevedo (CIDADANIA) Cristiano Silveira (PT) Cássio Soares (PSD) Dalmo Ribeiro Silva (PSDB) Doutor Jean Freire (PT) Doutor Wilson Batista (PSD) Duarte Bechir (PSD) Elismar Prado (PROS) Fernando Pacheco (PV) Fábio Avelar de Oliveira (AVANTE) Glaycon Franco (PV) Guilherme da Cunha (NOVO) Laura Serrano (NOVO) Leninha (PT) Leonídio Bouças (MDB) Marquinho Lemos (PT) Mário Henrique Caixa (PV) Neilando Pimenta (PODE) Osvaldo Lopes (PSD) Professor Irineu (PSL) Roberto Andrade (AVANTE) Ulysses Gomes (PT) Virgílio Guimarães (PT)

Votaram “não”

Bartô (SEM PARTIDO) Bruno Engler (PRTB) Charles Santos (REPUBLICANOS) Coronel Henrique (PSL) Coronel Sandro (PSL) Leandro Genaro (PSD)

Resultado da votação

Votaram “sim” 34 deputados; votaram “não” 6 deputados, totalizando 40 votos. – Entre os que votaram favoráveis estão os deputados Cleitinho Azevedo e Fábio Avelar (Avante)

2 comentários em “Redes Sociais massacram Cleitinho Azevedo (CDN) por votação favorável em projeto que envolve Identidade de Gênero

  • 17 de setembro de 2021 em 15:00
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    Vamos mostrar pra essa corja de depravados nas urnas de 2022 o que a família mineira pensa a respeito dessa safadeza.

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  • 14 de setembro de 2021 em 18:26
    Permalink

    Cleitinho gosta é de voto, poder e dinheiro. O povo não se engane com político bonzinho e sem argumento.

    Resposta

Comentários

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