Por Léo Junqueira: “Consciência para os fortes, e a Lei de Gerson para os medíocres”


Em meio às incertezas políticas que são debatidas todos os dias nas redes sociais, a falta de consciência ou a busca das informações vai mostrando um quadro que merece muita atenção. Muitos consideram Bolsonaro um “messias” não só no nome, mas em suas atitudes e rompantes típicos de quem quer pouca conversa.

E por falar de consciência e informação, os apoiadores da esquerda ou direita já definiram pela escolha de inimigos comuns deixando de lado aspectos fundamentais para uma avaliação correta. A começar pela inacreditável votação no congresso, quando deputados de todos os partidos aprovaram o aumento infame do fundo eleitoral, passando pelos atos inconstitucionais da suprema corte, o clamor pelo combate à corrupção (como uma caça às bruxas) ou a crendice nas Fake News que transbordam na imprensa, tenho a dizer que o maior flagelo da nossa atual política é a preguiça em conhecer as verdades que registram uma história diferente da que vemos no dia a dia, com aqueles inflamados debates e agressões que não levam a nada. São verdades que fazem uma história diferente do que é dito ou manifestado em motociatas de apoio ao presidente, ou nas manifestações repugnantes de uma esquerda mais festiva do que consciente.

Se vamos usar a história como balizamento do conhecimento, não é difícil buscar nos sites que refletem e constatam a evolução da economia mundial algumas curiosidades, que parecem adormecidas numa prateleira empoeirada. Fernando Henrique Cardoso assumiu seu governo, ainda nos anos 90 com o Plano Real, com um PIB (Produto Interno Bruto) de $ 769 bilhões “de dólares”. Mas ao final do seu governo o PIB nacional era de $ 507 bilhões, mostrando uma queda representativa no contexto econômico nacional. O Brasil, durante 8 anos do governo Lula, alcançou a marca de $ 1 trilhão, 696 bilhões “de dólares” e Dilma (por mais questionado que tenha sido seu governo) ampliou o PIB brasileiro para $ 2 trilhões, 616 bilhões “de dólares”. É claro que o governo do Presidente Bolsonaro tem apenas dois anos e meio, mas apresenta uma queda real do PIB, hoje na ordem de $ 1 trilhão, 878 bilhões “de dólares”. A renda per capita de Fernando Henrique Cardoso teve o melhor período no início do seu governo, quando a renda per capta chegou a $ 3,780 e ao final caiu para $ 3,090 dólares. Lula assumiu com a renda per capta do brasileiro na ordem de $ 2,980, mas deixou ao final do seu governo a renda dobrada no patamar de $ 9,650 dólares, um crescimento reconhecido e registrado por organismos internacionais inquestionáveis.

O que dizer, então, do governo Dilma, que ao final de sua gestão, garantiu uma renda per capta de R$ 12,120? Estes dados são apenas para demonstrar, que nem tudo o que se diz sobre governos anteriores ao atual são tão demoníacos.

E basta dizer, que foi no governo dito como socialista, que nossas reservas cambiais chegaram a um patamar que deixou o Brasil, nos dias de hoje, como o 5º maior CREDOR dos Estados Unidos da América. E para os poucos informados, doações que a nação do “Tio San” oferece (como as tais vacinas para o combate ao coronavírus) servem para uma tentativa de amortizar uma dívida colossal com a nação tupiniquim.

Como é possível perceber, o mais importante no momento atual da política brasileira é combater aqueles representantes, que agarrados em suas razões obtusas, preferem repetir o missal de inquisidores, que no passado transformaram bandidos em santos para mascarar seus projetos de dominar a população ou permanência no poder que criaram. Talvez possamos, nas próximas eleições, utilizar a regra “dos 9 fora” para começar uma transformação realmente importante para a vida de todos nós… Sem versões estranhas à realidade, mas com o fundamento necessário ao bom senso, que tanto faz falta ao brasileiro, desde que a “Lei de Gerson”, que gostava de levar vantagem em tudo, possa ser enterrada de vez.

 

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