POR LÉO JUNQUEIRA: “Pode ser a gota d´água”


Leio nas redes sociais comentários de todos os tipos. Mas o tema dominante quase sempre é a atual situação política que vivemos no país – Fosse há alguns anos atrás, com certeza o futebol seria o assunto ou qualquer futilidade comum aos que preferem esperar os bons livros virarem filmes – Dividimos o momento político entre os que defendem o atual presidente e aqueles que são contra ele. Na defesa de razões estúpidas em ambas as partes, poucos demonstram o sagrado e importante “bom senso” e a coisa mostra uma perigosa radicalização onde não existirá vencedores.

A questão discutida é muito superficial: gente que não gosta do presidente, critica seus modos e expressões, a linguagem xucra e jeitos grotescos para assuntos sérios. Estes são aqueles que não depositaram qualquer confiança a um representante legítimo do baixo clero parlamentar, mas se tornou o Presidente da República Federativa do Brasil através de milhões de votos.

De certa forma o quadro, presumivelmente, apresenta uma maturidade da nossa democracia que permite o direito à opinião, seja ela qual for. Porém, do outro lado os descontentes culpam o governo por tudo o que há de errado. Esquecem das heranças deixadas por falsos idealistas e buscam, como cães perdigueiros, qualquer motivo para colocar “em xeque” a governabilidade.

Rejeitam Jair Bolsonaro por buscar novas alternativas, pela escolha de ministros mais competentes do que os que lá estiveram, por ações da justiça que começaram em 2005 no chamado “Mensalão” (antes mesmo do atual presidente, sequer sonhar com o cargo que ocupa).

Será que combater a corrupção mexeu tanto no vespeiro?

Os admiradores de Lula da Silva ficaram parados no tempo, quando ao assumir a presidência, Lula parecia ser a figura quixotesca da triste figura. Mesmo com os mais veementes protestos da esquerda, o ex-presidente é, inegavelmente, um mártir dos corruptos que comandaram o país.

Ao meu ver a situação de Lula e toda a esquerda, seja promiscua ou festiva, se agrava quando vejo ministros do STF defendendo os acusados, julgados, condenados e presos participantes de governos anteriores. São réus confessos e desfrutaram da total intimidade do poder do governo da esquerda. Devolvem dinheiro roubado e mesmo assim a suprema corte os inocenta com uma cara de pau tão preta quanto a toga que vestem.

Juro que não sou conservador e muito menos um anarquista tupiniquim. Não votei em Bolsonaro, mas também não votei em Lula.

Acho que sou como a maioria dos brasileiros que preferem dar uma chance para que tudo dê certo ou seja melhor do que estava. Não busco inimigos comuns, como vejo bolsonaristas e petistas se digladiando. Não gosto dos modos e linguagens do Presidente Bolsonaro, mas vejo que ele fala o que muitos brasileiros gostariam de dizer (inclusive eu).

Algumas vezes me sinto representado, quando Bolsonaro se refere a Renan Calheiros, Omar Aziz e sua trupe, porque conheço todos eles de longa data.

Mas esse modo dito como irreverente “pode ser a gota d’água” para o copo da paciência de muitos.

Prefiro acreditar que podemos esvaziar este copo transbordante e analisar se a água é limpa ou contaminada.

Ainda há tempo! Ainda há esperança. Muitos da direita de hoje foram a esquerda de ontem e esse é o legítimo direito da escolha se pudermos buscar “amigos comuns”.

 

 

(Opinião de colunistas do Divinews é independente)

2 comentários em “POR LÉO JUNQUEIRA: “Pode ser a gota d´água”

  • 17 de julho de 2021 em 17:02
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    Parabéns pela racionalidade, excelente texto.

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  • 17 de julho de 2021 em 14:01
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    Esse é o verdadeiro Hermafrodita político..quem sabe vc se candidata no próximo pleito? 😒😒

    Resposta

Comentários

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