Vamos resolver os problemas de gestão de Divinópolis, é na bala? No medo? Ou na falácia?


O articulista político Léo Junqueira fala da falácia de políticos que fazem representações, são atores travestidos de mocinhos duelando contra o império do mal, surrealistamente criado em suas mentes, que poderiam ser ocupadas por outras coisas, mais produtiva para a cidade.  Porém, ancorado em um passado, mas em suas necessidades, nem sempre transparentes e tão pouco republicanas, que não foram supridas. Surgem aos olhos dos munícipes como se fossem os salvadores da pátria. Vendo corrupção onde não existe, e tão pouco pedaladas fiscais ou qualquer outra coisa, estão ancorados apenas em áudios de ações que sequer foram consumadas, não passando de intenções –  O que no fundo há mesmo, é meramente um grande sentimento de vingança – O problema é que, a população não conhece os meandros podres dos bastidores da política, se conhecessem de fato, além do asco que muitos já sentem, com certeza vomitariam ao saber o que está por trás de algumas atuações parlamentares – Porém, vamos ao artigo de Leo Junqueira.

E assim a história vai mostrando os pecados e flagelos das nossas escolhas. Nossos erros fabricam novos personagens, que perdem a máscara com o passar do tempo e rasgam suas fantasias de “bons moços” para representarem o povo divinopolitano no cenário político.

Nossa cidade, por sua presumível divindade ou escorregões do acaso, vai colecionando erros, a ponto de pensarmos que vivemos abarrotados de ações corretas por parte de alguns parlamentares. Temos, atualmente, dois exemplos típicos de erros, como o protagonizado pelo “pouco ilustre” vereador Sargento Elton, que ancorado no lado mais perverso do bolsonarismo esquece, que um governo em processo de implantação comete erros, mas não como os seus.

Sargento Elton obteve 30 mil votos como candidato a deputado estadual nas últimas eleições e acredita, piamente, ser merecedor da cadeira de prefeito. O que podemos esperar de um político, que guarda uma arma na gaveta e acha certo resolver tudo à bala ou na porrada, como se essa barbaridade fosse um passaporte para atuar como político?

Suceder um prefeito como Galileu Teixeira Machado exige vivência e visão das necessidades elementares numa cidade e não os arroubos da prepotência militarista adquirido nos seus dias de caserna.

Os 30 mil votos conquistados nas eleições de 2018 não lhe permitem usar argumentos requentados para justificando seu pedido para que o prefeito Galileu Machado fosse investigado e seu impeachment aprovado. Com sua tentativa (derrotada por 10 x 5) e o entendimento do Ministro Alexandre de Morais, determinando sua suspensão, parece ter deixado o Sargento Elton inconformado e como um patriarca de “família siciliana”, foi visto aos berros pelos corredores da Casa Legislativa dizendo que pediria ao Presidente do STF, que expeça um mandado de prisão para o Presidente da Câmara e para a Procuradora-Geral.

Para quem tem arma na gaveta isso parece ser mais garantido do que a possibilidade de perda de mandato pela falta gritante de decoro. Pelo jeito o edil raivoso parece gostar de misturar sua loucura parlamentar com o sentimento de “coitadinho de mim” comum a todo falso bom moço.

Outro exemplo, não menos macabro para a vida política de Divinópolis, vem dessa figura dantesca e carimbada, vereador Edson Souza. Parece que Divinópolis já viu de tudo. Mas, não se enganem, porque tem muito mais nas sombras do que podemos imaginar.

Depois de participar da campanha de Galileu Machado sem o menor constrangimento (ou pudor) em mostrar sua convicção na eleição do atual prefeito, o “indigníssimo” vereador, (claramente eleito nas costas do prefeito) tornou-se um ferrenho adversário de tudo e de todos.

Aparentemente insatisfeito com os poucos espaços na mídia local, já fez propostas dignas de um personagem de picadeiro propondo a mudança da cor do luto universal, que é o preto, para uma corzinha mais amena… Cinza, talvez! Não havendo qualquer manifestação favorável ao seu engodo, foi além e, baseado em delírios insanos quis acabar com a eleição do Rei do Amendoim e a Rainha da Pipoca nas escolas municipais, pois ao seu ver isso era uma apologia à corrupção.

Mas, nosso parlamentar se esqueceu que seu “telhado é de vidro”. Edson Souza apresenta um quadro muito próximo da paranoia, quando agride gratuitamente as pessoas que discordam de seus atos, ameaça com agressões, desrespeita senhoras e profissionais e finge estar produzindo alguma coisa realmente útil.

Mais recentemente, ao bradar contra a COPASA e seus descasos, parece se esquecer, que em 2006 manifestava-se publicamente em favor da autarquia através de longas entrevistas.

No momento o vereador pede pela CPI do IPTU, o que seria razoável, não fosse suas ações pregressas, como não averbar obras em sua residência dando sua contribuição para prejudicar a prefeitura com certo descaramento.

O que podemos fazer é uma grande lista de erros e acertos. Meu temor é que a lista de erros se torne tão grande, que os acertos deixem de ser o que são para naufragar nas mãos de representantes despreparados para a coisa pública.

2020 é logo ali e novas eleições poderão corrigir alguns destes erros, com nossas próprias mãos, com nossa consciência e o nosso voto!

EM CONSEQUÊNCIA DO PERÍODO ELEITORAL OS COMENTÁRIOS ESTÃO SUSPENSOS

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